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Artur Azevedo


Artur Azevedo (Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo.), jornalista, poeta, contista e teatrólogo, nasceu em São Luís, MA, em 7 de julho de 1855, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 22 de outubro de 1908. Figurou, ao lado do irmão Aluísio de Azevedo, no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde criou a Cadeira nº 29, que tem como patrono Martins Pena.

Foram seus pais David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís, e Emília Amália Pinto de Magalhães, corajosa mulher que, separada de um comerciante, com quem casara a contragosto, já vivia maritalmente com o funcionário consular português à época do nascimento dos filhos: três meninos e duas meninas. Casaram-se posteriormente, após a morte na Corte, de febre amarela, do primeiro marido. Aos oito anos Artur já demonstrava pendor para o teatro, brincando com adaptações de textos de autores como Joaquim Manuel de Macedo, e pouco depois passou a escrever, ele próprio, as peças que representava. Muito cedo começou a trabalhar no comércio. Depois foi empregado na administração provincial, de onde foi demitido por ter publicado sátiras contra autoridades do governo. Ao mesmo tempo lançava as primeiras comédias nos teatros de São Luís. Aos quinze anos escreveu a peça Amor por anexins, que teve grande êxito, com mais de mil representações no século passado. Ao incompatibilizar-se com a administração provincial, concorreu a um concurso aberto, em São Luís, para o preenchimento de vagas de amanuense da Fazenda. Obtida a classificação, transferiu-se para o Rio de Janeiro, no ano de 1873, e logo obteve emprego no Ministério da Agricultura.

A princípio, dedicou-se também ao magistério, ensinando Português no Colégio Pinheiro. Mas foi no jornalismo que ele pôde desenvolver atividades que o projetaram como um dos maiores contistas e teatrólogos brasileiros. Fundou publicações literárias, como A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum. Colaborou em A Estação, ao lado de Machado de Assis, e no jornal Novidades, onde seus companheiros eram Alcindo Guanabara, Moreira Sampaio, Olavo Bilac e Coelho Neto. Foi um dos grandes defensores da abolição da escravatura, em seus ardorosos artigos de jornal, em cenas de revistas dramáticas e em peças dramáticas, como O Liberato e A família Salazar, esta escrita em colaboração com Urbano Duarte, proibida pela censura imperial e publicada mais tarde em volume, com o título de O escravocrata. Escreveu mais de quatro mil artigos sobre eventos artísticos, principalmente sobre teatro, nas seções que manteve, sucessivamente, em O País ("A Palestra"), no Diário de Notícias ("De Palanque"), em A Notícia (o folhetim "O Teatro"). Multiplicava-se em pseudônimos: Elói o herói, Gavroche, Petrônio, Cosimo, Juvenal, Dorante, Frivolino, Batista o trocista, e outros. A partir de 1879 dirigiu, com Lopes Cardoso, a Revista do Teatro. Por cerca de três décadas sustentou a campanha vitoriosa para a construção do Teatro Municipal, a cuja inauguração não pôde assistir.

Embora escrevendo contos desde 1871, só em 1889 animou-se a reunir alguns deles no volume Contos possíveis, dedicado pelo autor a Machado de Assis, que então era seu companheiro na secretaria da Viação e um de seus mais severos críticos. Em 1894, publicou o segundo livro de histórias curtas, Contos fora de moda, e mais dois volumes, Contos cariocas e Vida alheia, constituídos de histórias deixadas por Artur de Azevedo nos vários jornais em que colaborara.

No conto e no teatro, Artur Azevedo foi um descobridor de assuntos do cotidiano da vida carioca, e observador dos hábitos da capital. Os namoros, as infidelidades conjugais, as relações de família ou de amizade, as cerimônias festivas ou fúnebres, tudo o que se passava nas ruas ou nas casas lhe forneceu assunto para as histórias. No teatro foi o continuador de Martins Pena e de França Júnior. Suas comédias fixaram aspectos da vida e da sociedade carioca. Nelas teremos sempre um documentário sobre a evolução da então capital brasileira. Teve em vida cerca de uma centena de peças de vários gêneros e extensão (e mais trinta traduções e adaptações livres de peças francesas) encenadas em palcos nacionais e portugueses. Ainda hoje continua vivo como a mais permanente e expressiva vocação teatral brasileira de todos os tempos, através de peças como A jóia, A capital federal, A almanarra, O mambembe, e outras.

Outra atividade a que se dedicou foi a poesia. Foi um dos representantes do Parnasianismo, e isso meramente por uma questão de cronologia, porque pertenceu à geração de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac, todos sofrendo a influência de poetas franceses como Leconte de Lisle, Banville, Coppée, Heredia. Mas Artur Azevedo, pelo temperamento alegre e expansivo, não tinha nada que o filiasse àquela escola. É um poeta lírico, sentimental, e seus sonetos estão perfeitamente dentro da tradição amorosa dos sonetos brasileiros.

Obra: Carapuças, poesia (1871); Sonetos (1876); Um dia de finados, sátira (1877); Contos possíveis (1889); Contos fora da moda (1894); Contos efêmeros (1897); Contos em verso (1898); Rimas, poesia (1909); Contos cariocas (1928); Vida alheia (1929); Histórias brejeiras, seleção e prefácio de R. Magalhães Júnior (1962); Contos (1973).

TEATRO: Amor por anexins (1872); A filha de Maria Angu (1876); Uma véspera de reis (1876); Jóia (1879); O escravocrata, em colaboração com Urbano Duarte (1884); A almanarra (1888); A capital federal (1897); O retrato a óleo (1902); O dote (1907); O oráculo (1956); Teatro (1983).
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Aluísio Azevedo


Aluísio Azevedo (A. Tancredo Gonçalves de A.), caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e faleceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de janeiro de 1913. É o fundador da Cadeira n. 4 da Academia Brasileira de Letras.

Era filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo e de d. Emília Amália Pinto de Magalhães e irmão mais moço do comediógrafo Artur Azevedo. Sua mãe havia casado, aos 17 anos, com um rico e ríspido comerciante português. O temperamento brutal do marido determinou o fim do casamento. Emília refugiou-se em casa de amigos, até conhecer o vice-cônsul de Portugal, o jovem viúvo David. Os dois passaram a viver juntos, sem contraírem segundas núpcias, o que à época foi considerado um escândalo na sociedade maranhense.

Da infância à adolescência, Aluísio estudou em São Luís e trabalhou como caixeiro e guarda-livros. Desde cedo revelou grande interesse pelo desenho e pela pintura, o que certamente o auxiliou na aquisição da técnica que empregará mais tarde ao caracterizar os personagens de seus romances. Em 1876, embarcou para o Rio de Janeiro, onde já se encontrava o irmão mais velho, Artur. Matriculou-se na Imperial Academia de Belas Artes, hoje Escola Nacional de Belas Artes. Para manter-se, fazia caricaturas para os jornais da época, como O Figaro, O Mequetrefe, Zig-Zag e A Semana Ilustrada. A partir desses "bonecos" que conservava sobre a mesa de trabalho, escrevia cenas de romances.

A morte do pai, em 1878, obrigou-o a voltar a São Luís, para tomar conta da família. Ali começou a carreira de escritor, com a publicação, em 1879, do romance Uma lágrima de mulher, típico dramalhão romântico. Ajuda a lançar e colabora com o jornal anticlerical O Pensador, que defendia a abolição da escravatura, enquanto os padres mostravam-se contrários a ela. Em 1881, Aluísio lança O mulato, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense, não só pela crua linguagem naturalista, mas sobretudo pelo assunto de que tratava: o preconceito racial. O romance teve grande sucesso, foi bem recebido na Corte como exemplo de Naturalismo, e Aluísio pôde fazer o caminho de volta para o Rio de Janeiro, embarcando em 7 de setembro de 1881, decidido a ganhar a vida como escritor.

Quase todos os jornais da época tinham folhetins, e foi num deles que Aluísio passou a publicar seus romances. A princípio, eram obras menores, escritas apenas para garantir a sobrevivência. Depois, surgiu nova preocupação no universo de Aluísio: a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: Casa de pensão (1884) e O cortiço (1890). De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.

Em 1895 encerrou a carreira de romancista e ingressou na diplomacia. O primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália. Passara a viver em companhia de D. Pastora Luquez, de nacionalidade argentina, junto com os dois filhos, Pastor e Zulema, que Aluísio adotou. Em 1910, foi nomeado cônsul de 1a classe, sendo removido para Assunção. Depois foi para Buenos Aires, seu último posto. Ali faleceu, aos 56 anos. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado definitivamente. Obras: Uma lágrima de mulher, romance de estréia (1880); O mulato, romance (1881); Mistério da Tijuca, romance (1882; reeditado: Girândola de amores); Memórias de um condenado (1882; reeditado: A condessa Vésper); Casa de pensão, romance (1884); Filomena Borges, romance (publicado em folhetins na Gazeta de Notícias, 1884); O homem, romance (1887); O coruja, romance (1890); O cortiço, romance (1890); Demônios, contos (1895); A mortalha de Alzira, romance (1894); Livro de uma sogra, romance (1895).
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Manuel Antônio Álvares de Azevedo


Manuel Antônio Álvares de Azevedo, filho do doutor Inácio Manuel Álvares de Azevedo e dona Luísa Azevedo, foi extremamente devotado à família, como se pode ver pelo início de um de seus mais célebres poemas:

"Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã; / Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã!"

Pertenceu à chamada segunda geração do Romantismo brasileiro, influenciada pelo poeta Byron, cuja poesia se caracterizou pelo ultra-romantismo, subjetividade e pessimismo frente à vida.

Em todo o mundo, os integrantes dessa tendência romântica olhavam com desencanto para a vida e consideravam o sentimento do tédio como o "mal do século". Levavam vidas boêmias e desregradas, o que levou grande parte deles a contrair tuberculose.

A morte constitui o tema de grande parte dos poemas de Álvares de Azevedo. O paradoxo é que sendo ele o poeta dos versos sombrios e cinzentos, foi também quem introduziu o humorismo na poesia brasileira, devido à irreverente ironia de alguns dos seus poemas, como o famoso "Namoro a cavalo" ou "A lagartixa" que começa com os seguintes versos:

"A lagartixa ao sol ardente vive/ E fazendo verão o corpo espicha:/ O clarão de teus olhos me dá vida/ Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Outro elemento constante em suas poesias é a mulher, ora apresentada como virgem, bondosa e amada, ora prostituta, ordinária e vadia. Seus poemas também são marcados pelo patriotismo e o saudosismo da infância, além de certo satanismo, ligado à morbidez e à rebeldia dos românticos.

Álvares de Azevedo foi vitimado pela tuberculose aos 21 anos incompletos. Todas suas obras foram publicadas em livro postumamente: os poemas de "Lira dos Vinte Anos", a peça teatral "Macário", e o livro de contos "A Noite na Taverna".
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Amedeo Avogadro


Amedeo Avogadro (1776-1856)

Químico e físico italiano, Amedeo Avogadro , conte di Quaregna e Ceretto, nasceu em Turim, a 9 de agosto de 1776, e aí faleceu a 9 de julho de 1856. É autor de um dos mais importantes princípios da química moderna, a hipótese hoje conhecida como lei de Avogadro. Apesar de formado em ciências jurídicas e de haver praticado a advocacia por alguns anos, Avogadro manifestou, desde cedo, interesse pela química. Em 1809 foi admitido como professor de física no Reale Collegio di Vercelli.

Em 1811 enunciou sua famosa hipótese: "Iguais volumes de quaisquer gases encerram o mesmo número de moléculas, quando medidos nas mesmas condições de temperatura e pressão". Os contemporâneos, notadamente Berzelius, recusaram-se a aceitá-la. Só em 1858, quando Cannizzaro, baseando-se nela, estabeleceu em definitivo a teoria atômico-molecular, é que a hipótese de Avogadro foi universalmente consagrada como lei.

Em 1820 Avogadro obteve a cadeira de física da universidade de Turim. Por essa época escreveu vários trabalhos sobre questões de química e de física, grande parte dos quais foi publicada nos Atti dell'Academia dessa Scienze, em Turim. Depois de vários incidentes, retirou-se, em 1850, da universidade.

A conseqüência mais importante da lei de Avogadro foi o estabelecimento da constante universalmente conhecida como número de Avogadro, cujo valor foi pela primeira vez determinado, com certa aproximação, em 1865.

O Número de Avogadro é o número de moléculas contidas em um mol de qualquer substância. Seu valor é 6,02252.1023, de acordo com pesquisas efetuadas em 1965, que demostraram, ainda, que o valor anteriormente fixado por Millikan, 6,06.1023, não era bastante preciso.

O Volume de Avogadro é o volume ocupado por 1 mol de qualquer gás, nas condições normais de temperatura e pressão (273 K e 1 atm). Nessas condições, seu valor, calculado pelo físico austríaco Joseph Loschmidt (1821 – 1895), é 22,412 litros.
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Marco Aurélio Antonino


Marco Aurélio Antonino,(161-180) nascido em Roma, conhecido como o imperador-filósofo. De uma família de grande prestígio: o avô paterno era cônsul e prefeito de Roma, sua avó materna herdou uma das maiores fortunas de Roma e uma tia paterna era casada com Tito Aurélio Antonino, que veio a ser imperador e que o tomou como filho adotivo e um dos seus sucessores. O imperador Adriano anunciou (136) como sucessor Lúcio Cômodo, porém com a morte deste (138), Adriano escolheu Antonino para suceder-lhe, com o compromisso de adotar como filhos dois jovens: Lúcio Vero, filho de Cômodo, e Marco Aurélio. Conviveu assim com a fortuna e o poder e recebeu de mestres gregos esmerada educação humanística. Foi três vezes cônsul e casou-se com a filha do imperador (145), Faustina. Dois anos depois recebeu o imperium e a tribunicia potestas, os maiores poderes formais do império. Com a morte de Antonino (161), assumiu o trono com Lúcio Vero. Comandados por Vero, os romanos lutaram contra os partos (162-166), que haviam invadido a Síria. Embora vitoriosos, na volta trouxeram a peste que dizimou muitos romanos. Enquanto ambos realizavam uma expedição punitiva ao longo do Danúbio (168), hordas invadiram a Itália foi invadida pelos germânicos que sitiaram Aquiléia, porém coma a volta dos governantes os invasores foram derrotados (169). Logo depois Vero morreu subitamente, mas o novo imperador continuou a luta e restaurou a fronteira do Danúbio. Tratou então de pacificar as províncias do Oriente. Visitou Antióquia, Alexandria e Atenas, mas nessa viagem, perdeu a imperatriz Faustina. Dividiu então o governo com seu filho Cômodo (177), com quem retomou as guerras do Danúbio. Morreu em Viena e, apesar das tantas guerras e dos afazeres do governo, foi um homem de fino trato, misericordioso com os inimigos, justo nas suas decisões, além de dedicado profundamente à filosofia. Considerado o mais nobre dos imperadores pagãos, para muitos historiadores seu reinado coincidiu com a idade de ouro do Império Romano. Considerado o último grande estóico da antiguidade, escreveu vasta correspondência e deixou um pequeno e extraordinário livro, Recordações ou Meditações, onde condensou todo seu pensamento. Escrito em grego durante seus momentos de meditação, inclusive durante os intervalos de duras batalhas, um clássico trabalho do estoicismo, era composto de uma série de máximas, sentenças e reflexões, que traduzia como mensagem geral um ato de fé na razão e na coragem ante a adversidade. Ensinava que o ideal a ser buscado não era a felicidade, mas a tranqüilidade e o domínio das paixões e emoções, que seriam obtidos pela harmonia com a natureza e a aceitação de suas leis. Não se pode dizer que foi um pensador original, pois suas idéias se inspiraram claramente no estoicismo de Epicteto, com pequenas nuances do neo-platonismo. Filosoficamente pregava que o homem era constituído de três princípios: o corpo (simples carne), a alma (pneuma) e a mente (princípio superior).
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Pietro Aretino


Pietro Aretino (Arezzo, Itália, 20 de abril de 1492 - Veneza, Itália, 21 de outubro de 1556), escritor, poeta e dramaturgo italiano. Autor de "Diálogo das Prostitutas". Conhecido no seu tempo pelo nome de "secretário do mundo".

Libelista terrível e sem escrúpulos, vendia a pena a quem melhor pagasse. Era amigo de Ticiano, que lhe pintou mais de um retrato.

Em Perugia iniciou a aprendizagem dos mesteres de pintor e de encadernador de livros. Este último ofício, ao colocá-lo em contacto com produtores literários, estimulou a sua própria produção de versos, que gradualmente se foram notabilizando pelo estilo incisivo, cínico e pouco moral.

Protegido e respeitado pelos nobres, que temiam a sua grande influência pessoal e a mordacidade dos seus escritos, desenvolveu em Roma, depois em Veneza uma carreira de panfletário licencioso, deixando principalmente em Cartas (1537-1557), o registro da vida cultural e política de sua época; em Juízos (1534), analisa a instituição cortesã como um fenômeno prostituição física e moral e como efeito típico de uma socidade em crise.

Era admirado por personalidades, como o Papa Leão X, o que lhe garantia uma vida de rei, como ele mesmo gostava de dizer.

Viveu num estado de liberdade jamais conferido a outro homem de sua época. De forma ousada e pouco convencional para os padrões literários desse período, atacou nobres e clérigos, de tal maneira, que ficou conhecido na história pelo alcunha "Flagelo dos Príncipes".

Chegou ao fim da vida, em 1556, com um tesouro acumulado que se estima ter ultrapassado o milhão de florins.
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Guillaume Apollinaire


Guillaume Apollinaire, nascido Wilhelm Albert Vladimir Apollinaris de Kostrowitzky, (Roma, 26 de agosto de 1880 — Paris, 9 de novembro de 1918) foi um escritor e crítico de arte francês, posivelmente o mais importante ativista cultural das vanguardas do início do século XX, conhecido particularmente por sua poesia sem pontuação e gráfica, e por ter escrito manifestos importantes para as vanguardas na França, tais como o do Cubismo, além de ser o criador da palavra Surrealismo.

Filho da condessa polaca Angelica Kostrowicka e de pai desconhecido- suspeita-se de um aristocrata suisso-italiano chamado Francesco Flugi d'Aspermont,passa seus primeiros anos entre Roma, Mônaco, Nice, Cannes e Lyon. Desde 1902 foi um dos membros mais populares do bairro artístico parisiense de Montparnasse. Foram seus amigos e colaboradores Pablo Picasso, Max Jacob, André Salmon, Marie Laurencin, André Derain, Blaise Cendrars, Pierre Reverdy, Jean Cocteau, Erik Satie, Ossip Zadkine, Marcel Duchamp e Giorgio de Chirico.

Em 1901 e 1902, trabalhou como preceptor da menina Gabrielle em uma família alemã, na companhia da qual viajará pela Alemanha, tendo se apaixonado pela governanta inglesa Annie Playden, que o recusou, sendo que a mesma partiu em 1905 para a América. Da paixão não correspondida, surgiu Annie et La Chanson du Mal-Aimé.

Entre 1902 e 1907, de volta a Paris, trabalhou como empregado de bancos e começou a publicar contos e poemas em revistas. Em 1907, conhece a artista plástica Marie Laurecin, com quem terá uma tulmutuada relação. É por essa época que decide viver de seus escritos. No começo de 1907, publica anonimamente As Onze Mil Varas. Em 1909 publicou o seu primeiro livro oficial: O Encantador en Putrefacción, baseado na lenda de Merlin e Viviane. No mesmo ano, se dispõe a publicar uma antologia dos textos do Marquês de Sade, bem de acordo com uma característica sua que chocava os adeptos da tradição francesa: o fascínio pelo romance libertino. Assim, o mesmo foi o responsável pela introdução dos "livros maldidos" de Sade na cena literária francesa do início do século, que até então era um escritor praticamente desconhecido. Na apresentação da edição, escreveu um longo ensaio biográfico no qual se referia à Sade como "o espírito mais livre que já existiu no mundo".

Em setembro de 1911, quando já era reconhecido como um dos poetas mais importantes da vanguarda parisiense, Apollinaire é acusado de cumplicidade no roubo de uma obra do Museu Louvre, nada menos que a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, roubo no qual Pablo Picasso, também já muito famoso, foi igualmente implicado. Ele é preso durante uma semana e depois liberado. Esta experiência o marcará. Aos olhos dos defensores das tradições clássicas, que se aproveitaram da situação para denunciar "atos de babarismo" dos estrangeiros contra a cultura nacional, pouco importava a inocência de Apollinaire no caso, visto que ele era acusado de atentar contra os valores da civilização, acusação esta estendida a outros estrangeiros radicados em Paris, como Pablo Picasso, Gertrude Stein e Stravinski.

Em 1913, Apollinaire publica Álcoois, coletânea de seus trabalhos poéticos desde 1898. Sua poesia dispensava a pontuação e a tipografia regular. Voltava-se para uma temática cosmopolita, na qual incluía novidades técnicas como o avião, o telefone, o rádio e a fotografia.

Em agosto de 1914, ele tenta se alistar nas Forças Armadas Francesas, sem sucesso, visto que não possuía a nacionalidade francesa. Em dezembro de 1914, repete a tentativa, sendo aceito e iniciando seu processo de naturalização. Pouco antes de ingressar efetivamente nas Forças Armadas, conhece e se apaixona por Louise de Coligny-Châtillon, chamada por ele de "Lou". É uma jovem divorciada com um estilo de vida livre, que não esconde do poeta sua ligação com um homem por ela chamado de "Toutou". Ele dedicará a moça vários de seus poemas. Quando Apollinaire parte para o campo de batalha, uma correspondência de uma poesia notável nasce dessa relação. Ambos rompem em 1915, prometendo continuar amigos.

Em janeiro de 1915, Apollinaire conhece Madeleine Pagès em um trem, de quem ficará noivo em agosto daquele mesmo ano. Mas em abril de 1915, ele parte com o 38. regimento de artilharia de campo para o fronte de batalha. Em março de 1916, é naturalizado francês, sendo que naquele mesmo mês é ferido gravemente na cabeça. Após longa convalescença, volta gradativamente ao trabalho. Em junho de 1917, sua peça Les Mamelles de Tirésias, drama surrealista mesclando desespero com humor e escrita durante sua recuperação do ferimento, é encenada. Ele também publicou um manifesto artístico chamado L'Esprit Noveau Et Les Poétes. Em 1918, publica os famosos Calligrammes, poemas gráficos sobre a paz e a guerra de notável lirismo visual. Casa com Jacqueline, a "bela russa" do poema "La Joulie Rousse", que publicará muitas de suas obras póstumas.

Morreu jovem com apenas 38 anos de idade, aos 9 de novembro de 1918, vítima da gripe espanhola, doença pandêmica que também chegou ao Brasil. Foi enterrado no cemitério de Père-Lachaise em Paris.

Sua obra literária e crítica anunciava os princípios de uma nova estética que tinha como fundamento a ruptura com os valores do passado. Os seus poemas, O bestiário ou o cortexo de Orfeo (1911), Álcoois (1913) e Calligrammes (1918) refletem a influência do simbolismo, com importantes inovações formais. Ainda em 1913, apareceu o ensaio crítico Os pintores cubistas, em defesa do novo movimento como superação do realismo.
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Herbert Henry Asquith


Herbert Henry Asquith, 1º Conde de Oxford e Asquith, KG, PC (12 de Setembro de 1852 – 15 de Fevereiro de 1928) foi um primeiro-ministro liberal do Reino Unido entre 1908 e 1916.

Asquith era filho de um fabricante de roupas de Yorkshire. Foi educado em Londres e em Balliol College, Oxford, onde começou a mostrar a sua liderança, tornando-se líder da União de Oxford. Casou-se em 1877, com Helen Kelsall Melland, filha de um médico de Manchester. Com ela, teve 5 filhos, Raymond, Herbert , Arthur Melland Asquith, Violet e Cyril Asquith. Violet e Cyril chegaram à nobreza por seus próprios méritos, sendo que Cyril chegou a ser membro da Casa dos Lordes. Helen Kelsall Melland faleceu em 1891, por causa da febre tifóide.

Contraiu segundas núpcias com Margot Tennant, filha de Sir Charles Clow Tennant, com quem teve dois filhos: Elizabeth (logo Princesa Antoine Bibesco) e o diretor de cinema Anthony Asquith. Sua descendência mais famosa chega aos nossos dias pela atriz Helena Bonham Carter, neta de Violet. Seu bisneto, Dominic Anthony Gerard Asquith, é hoje o embaixador britânico no Iraque.

De 1876 até a década de 1880, ganhou a vida advogando. Destaca-se como pacifista, mas sem abdicar do imperialismo britânico.

Foi eleito para o Parlamento em 1886, por East Fife, na Escócia. Fez parte do Gabinete de William Ewart Gladstone. Durante dez anos, os conservadores ficaram no comando do Governo e os liberais somente voltariam a ter maioria no Parlamento sob a liderança de Henry Campbell-Bannerman. Neste gabinete, foi chamado a ser o "Chancellor of the Excheque" (Ministro das Finanças), em 1906. Com a saída de Campbell-Bammerman, é convidado pelo rei Eduardo VII a formar um novo gabinete.
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Aníbal



De orígem fenícia, descendente de uma famíla de severas tradições militares, Aníbal foi um dos maoires generais da antiguidade. Desde de criança acompanhava seu pai, Almícar em expedições de guerra. Cresceu em meio a uma disciplina rígida, acostumando o corpo ao cansaço e ao desconforto que avida militar lhe impunha. Pensava em fazer de Cartago, uma colônia fenícia do mediterrâneo, bastante rica, a senhora dos mares. Sua rival era Roma, pela qual nutria ódio implacável. Depois da morte de Almícar, Aníbal decidiu invadir a Itália: partindo para Espanha, penetrou na Gália e conseguiu atravessar os alpes, abrindo caminho para seus exércitos com trinta e sete elefantes, numerosos cavalos econseguindo vencer os mais difíceis obstáculos através da neve. Arremessou-se contra a Gália Cisalpina e desbaratou os romanos em três batalhas: Tícino, Trébia e Trasimeno.Roma, que não se achava distante,foi tomada pelo pânico. O povo elegeu um ditador , Fábio Máximo, que combateu a violência de Aníbal com astúcia, impedindo a invasão e atacando pela retaguarda, realizando assaltos de surpresa, sem provocar Aníbal em campo aberto. Roma, entretanto, queria uma vitória decisiva sobre os cartagineses e substitui Fábio Máximo chamado de o Contemporizador, em virtude de sua tática por Varrão, que era cônsul. Aníbal conseguiu chegar até Apúlia; a batalha verificou-se em Canne e foi desastrosa para os romanos. Aníbal certo de que a Itália já estava em suas mãos, dirigiu-se para Cápua. Enquanto isso, Roma preparava-se febrilmente para enfrentar o ataque. O momento era dramático. Toda a população participou da guerra; os ricos desfizeram-se de seus bens para ajudar a Pátria, as mães tiraram o luto colocado por ocasião da morte de seus filhos. Morrer por Roma era uma glória e não havia tempo para chorar. Asdrúbal, irmão de Aníbal correu em auxílio deste com um exército, pois os cartagineses haviam sofrido inúmeras perdas, mas foi derrotado em Metauro e sua cabeça foi atirada no acampamento de Aníbal. Entrementes, o cônsul Públio Cornélio Cipião atacava Cartago com seu exército. Aníbal foi chamado imediatamente por sua gente, mas foi vencido em Zama(202 a.C), de onde fugiu, dirigindo-se para a Ásia. Os romanos, porém, sabiam que enquanto ele estivesse vivo não haveria possibilidade de permanecerem em paz, uma vez que odiava os romanos e era hábil em realizar ataques. Por este motivo seguiram-no e encontraram-no protegido pelo rei da Prússia da Bitínia. Aníbal preferiu morrer a entregar-se aos romanos, por isso envenenou-se (183 a.C).
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Hans Christian Andresen


Hans Christian Andresen (Odense, 2 de Abril de 1805 - Copenhague, 4 de Agosto de 1875) foi um poeta e escritor dinamarquês de histórias infantis. O pai era sapateiro, o que levou Andresen a ter dificuldades para se educar, mas os seus ensaios poéticos e o conto "Criança Moribunda" garantiram-lhe um lugar no Instituto de Conpenhagen. Escreveu peças de teatro, canções patrióticas, contos, histórias, e principalmente, contos de fadas, pelos quais é mundialmente conhecido.

Entre os contos de Andresen, destacam-se: "O Abeto", "O Patinho Feio", "A Caixinha de Surpresas", "Os Sapatinhos Vermelhos", "O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio", "O Soldadinho de Chumbo", "A Pequena Sereia", "A Roupa Nova do Rei". "A Princesa e a Ervilha" dentre outros.

Publicou ainda: O Improvisador (1835), Nada como um menestrel (1837), Livro de imagens sem imagens (1840), O romance da minha vida (autobiografia em dois volumes, publicada inicialmente na Alemanha em 1847), mas a sua maior obra foram os contos de fadas (Eventyrog Historier, Ou Histórias e Aventuras) que publicou de 1835 a 1872), onde o humor nórdico se alia a uma bonomia sorridente, e onde usa simultaneamente a base constituída por contos populares e uma ironia dirigida aos contemporâneos.

Graças à sua contribuição para a literatura infanto-juvenil, a data de seu nascimento, 2 de Abril, é hoje Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil. Além disso, o mais importante prémio internacional do género tem o seu nome.

Anualmente, a International Board on Books for Young People (IBBY) oferece a Medalha Hans Christian Andresen para os maiores nomes da literatura infanto-juvenil.

Foi feito um filme no qual foi romanceada a história de Hans, mesclando trechos de seus contos com a sua vida, cujo título no Brasil foi " A vida num conto de fadas" (no original em inglês: "Hans Christian Andrese: My life as a Fairy Tale").


contos mais antigos e com origem na tradição popular: "Companheiro de Viagem", "Os Cisnes Selvagens" ...
contos literário no mundo das fadas : "O Duende", "A Colina de Elfos"...
contos que trazem elementos da natureza: "O Rouxinol", "O Sapo", "O Abeto", "As Flores da Pequena Ida"...
contos com elementos autobiográficos: "O Soldadinho de Chumbo", "A Pequena Sereia"...
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Roald Amundsen


No dia 14 de dezembro de 1911, o norueguês Roald Amundsen e seus homens tornavam-se os primeiros a pôr os pés no pólo Sul, passando à frente do britânico Robert Falcon Scott, que morreria em março de 1912, em segundo lugar.

A corrida ao pólo Sul foi um dos acontecimentos mais dramáticos no começo do século passado. Para quem já experimentou a hostilidade do clima na Antártida sob a proteção de roupas especiais, helicópteros e embarcações de alta tecnologia, a conquista de Amundsen e Scott hoje parece uma loucura.

Nascido em 1872 em Borge, Noruega, Roald Amundsen era fascinado pelos relatos de exploradores do Ártico. Seu sonho era conquistar o pólo Norte, mas acabou perdendo a corrida em 1909 para o norte-americano Robert Peary. Quando Amundsen resolveu partir para o pólo Sul, Scott já era um veterano antártico.

Sua primeira viagem à Antártida, em 1901, a bordo do navio Discovery, tinha o objetivo de chegar o mais próximo possível do pólo Sul.

Na primeira expedição Scott não achou a rota do pólo. Condecorado pela Royal Geographical Society, voltaria à Antártida em 1911, para sua última viagem. Enquanto Scott se preparava para conquistar o pólo Sul, Amundsen preparava dezenas de cachorros e seu navio, o Fram, para atacar o pólo Norte.

Os preparativos para a viagem já estavam acabados quando chegou a notícia da conquista de Peary. Amundsen mandou um telegrama a Scott sobre a mudança de planos. Seu objetivo, agora, era o pólo Sul. Começava a corrida.

A viagem do navio Fram seguiu planejamento impecável. Com cães, esquimós e homens acostumados ao frio intenso, Amundsen aportou na baía das Baleias, 96 quilômetros mais próximo do pólo que Scott, que desembarcou mais ao leste. Scott levou pôneis da Manchúria, o que acabou atrasando sua marcha rumo ao pólo. Mais pesados, os pôneis não passavam tão bem pelas fendas no gelo.

Amundsen partiu para o pólo no dia 19 de outubro, com quatro homens e 52 cães, que seriam abatidos na viagem para alimentar os demais. Na tarde de 14 de dezembro, o grupo norueguês atinge a latitude de 90º Sul.

"Assim se rasgou para sempre o véu e um dos maiores segredos da Terra deixou de existir", escreveu Amundsen. Scott e seus homens atingiram o planalto Polar em dezembro. Além do atraso com os pôneis, Scott incluiu um homem de última hora, aumentando a carga dos trenós. O sonho britânico acabou quando o grupo encontrou a bandeira norueguesa tremulando no pólo.

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Alexandre, o Grande


Rei da Macedônia (356 a.C.-13/6/323 a.C.). Filho do rei Felipe II e da rainha Olímpia, nasce em Pela, antiga capital da Macedônia, região no norte da Grécia. Sob a influência do filósofo Aristóteles, seu preceptor dos 13 aos 16 anos, passa a apreciar filosofia, medicina e ciências. Enquanto Felipe II está fora em uma expedição bélica, Alexandre lidera uma expedição à atual Bulgária, vence os bárbaros locais e erige sua primeira cidade, Alexandrópolis.

Pela façanha, torna-se general do Exército do pai com 16 anos. Assume o trono aos 20 anos, após o assassinato de Felipe. Nos 13 anos de reinado, Alexandre, também conhecido como Magno (do latim grande), cria o império mais extenso até então. Domina a Grécia, a Palestina e o Egito, anexa a Pérsia e a Mesopotâmia e chega à Índia. Organiza o Império Macedônico em nove reinos e funda mais de 70 cidades, várias com o nome de Alexandria, que servem para o intercâmbio comercial com China, Arábia, Índia e interior da África.

Dessas, a mais famosa é a localizada no delta do rio Nilo, no Egito. As conquistas de Alexandre propagam a cultura grega no Oriente. A criação da biblioteca de Alexandria, com 700 mil volumes, transforma a cidade em centro irradiador da cultura helenística. Alexandre casa-se com Roxana, com quem tem um filho, Alexandre Aegus. Morre aos 33 anos, de febre, na Babilônia.
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Alberto I


Alberto, que pertenceu à dinastia de Saxe-Coburgo-Gotha e foi sucessor do seu tio Leopoldo II (rei de 1865 a 1909), defendeu a neutralidade da Bélgica no início da Primeira Guerra Mundial e repudiou o ultimato alemão para que as tropas alemãs em marcha para a França pudessem atravessar território belga. Na qualidade de comandante-chefe do exército do seu país, colocou-se no conflito ao lado dos aliados, apesar de a Alemanha ocupar praticamente todo o território. Regressou a Bruxelas em 1918, personificando a resistência e a vitória do povo belga. Seu filho Leopoldo III sucedeu-lhe no trono em 1934.
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Afonso XIII


Nasceu em Madrid a 17 de Maio de 1886, já órfão de pai e numa época em que a Monarquia em Espanha, à semelhança do que sucedia em Portugal, vivia sob uma constante e cada vez maior ameaça republicana que punha em causa a continuidade do regime monárquico. Afonso XIII, incapaz de contrariar esta tendência, depois de ter recebido o trono das mãos da regente, sua mãe, a rainha Maria Cristina de Habsburgo, viu-se destronado e forçado a partir para o exílio em 14 de Abril de 1931.
Durante o seu reinado as relações com Portugal depois de uma primeira fase em que foram amistosas e próximas, marcadas pelas suas visitas a Portugal em 1903 e 1909, retribuídas pela presença do rei D. Carlos em Espanha em Dezembro de 1902 e Março de 1906, esfriaram depois da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, no nosso País. Surgiu, então, o espectro da anexação de Portugal a Espanha sob o ceptro de Afonso XIII, alimentado pelas incursões monárquicas de Paiva Couceiro de 1911 e 1912 e pela eclosão da 1ª Guerra Mundial (1914-18) dadas as boas relações existentes entre a casa real espanhola e as monarquias dos impérios centrais. Isso, porém, não impediu que Afonso XIII recebesse, em 1917, o presidente português, Bernardino Machado, quando este passou por Espanha na sua viagem para França para visitar as tropas portuguesas aí estacionadas.

Morreu em Roma, a 28 de Fevereiro de 1941.
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Bhumibol Adulyadej


Sua Majestade Bhumibol Adulyadej é o nono rei da dinastia Chakri (iniciada em 1782) e o rei de maior reinado da história da Tailândia. Nascido no Estados Unidos em 1927 (onde seu pai, Príncipe Mahidol, estudava medicina na Universidade de Harvard), estudou em Bangkok e na Suíça. O Rei Bhumibol era o sobrinho de Rama VII (Rei Prajadhipok, 1925-35) assim como o irmão mais novo de Rama VIII (Rei Ananda Mahidol). Seu nome inteiro, incluindo o título real, é Phrabaatsomdet Boramintaramahaphumiponadunyadet (sem brincadeira).

Sua Majestade ascendeu ao trono em 1946 após a morte de Rama VIII, o qual teve um reinado de apenas um ano e uma morte que nunca foi esclarecida e até hoje não se comenta. Ele subiu ao trono ainda muito jovem, com 19 anos, e teve que enfrentar um período em que a realeza perdia seu poder em relação à população. Isso fez com que ele adotasse uma diferente postura em relação à nação. Passou então a criar e apoiar diversos projetos sociais e a atuar em função de um país melhor. Isso aos poucos foi melhorando a imagem da família real, chegando à adoração que se vê hoje.

Um compositor de jazz e saxofonista, o Rei Bhumibol escreveu a “antena real” (a música que acompanha as fotos da família real antes de cada filme exibidos nos cinemas de todo o país). Ele é fluente em inglês, francês, alemão e tai. Até alguns anos atrás ele era visto comumente em seu Rolls Royce passeando por alguns distritos de Bangkok, hoje, entretanto, com a saúde cada vez mais debilitada, suas aparições são raras.

O rei tem seu próprio conselho privado, composto de 14 conselheiros reais que assessoram o rei em assuntos formais. Presidente do conselho privado serve como regente interino até que um novo rei seja noemado.

O rei e a Reinha Sirikit têm 4 filhos: Princesa Ubol Ratana (nascida em 1951), Príncipe Maha Vajiralongkorn (1952), Princesa Mahachakri Sirindhorn (1955) e Princesa Chulabhorn (1957). Segundo as leis reais o filho mais velho do rei é o primeiro da linha de sucessão, o que tornou o Principe Maha Vajiralongkorn o príncipe coroado aos 20 anos de idade, em 1972. Caso ele não esteja em condições de subir ao torno, por alguma doença ou morte, o próximo na linha é a princesa mais velha (Ubol Ratana).

A Princesa Ubol Ratana casou como americano Peter Jensen em 1972 contra os desejos da realeza, o que resultou na perda de seu título real, o qual foi devolvido anos mais tarde. O príncipe mais velho casou-se 2 vezes, sendo a mais recente com uma ex-atriz tailandesa. Seu filho, Príncipe Jathavachara é o mais velho homem na nova geração Chakri.

O sistema político da Tailândia é oficialmente classificado como uma monarquia constitucional, mas a constituição tai estipula que o rei seja reverenciado po r todos e não seja exposto a nenhum tipo de acusação ou ação. De toda forma, a grande maioria dos cidadãos tailandeses tem a figura do Rei Bhumibol como um semideus e naturalmente zelam por sua reputação, parte em defesa das tradições, mas especialmente devido ao seu envolvimento em grandes obras públicas e sociais

No entanto, nem a constituição nem o alto nível real proíbe os tailandeses de comentar sobre a realeza em particular. Por exemplo, a maioria dos tais são a favor que a Princesa Sirindhorn – responsavel por diversas obras sociais - suceda o trono do país, porém ninguém diz isso publicamente ou deixa este sentimento popular escapar para a imprensa tailandesa.

Há ainda a profecia de que a dinastia Chakri irá acabar com o Rama IX (o atual), porém o quadro político recente parece dizer o contrário, mostrando que o rei segue forte e tem mais poder do que se imaginava, sendo o verdadeiro líder do país. O que parece mostrar que as profecias estam equivocadas.

Em 2006 a Tailândia comemorou os 60 anos de reinado do rei, o que faz dele o monarca vivo com o maior reinado do mundo e também o maior reinado na história da Tailândia.
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Santo Alberto Magno


Santo Alberto Magno nasceu no ano de 1206 em Lauingen, na Suabia (atual Alemanha), da família nobre dos Bollsstatt. Os pais mandaran-no a Pádua na Itália, onde fez seus estudos de aperfeiçoamento. Seu desejo era entrar na Ordem dos Pregadores, graça que alcançou por intermédio da SS. Virgem, aquém devotava ternissimo amor. Todos os exercícios religiosos da vida monástica em pouco tempo lhe eram familiares; grandes, podem, eram as dificuldades que encontrava no estudo. A divina Mãe então recorreu, implorando fosse-lhe concedido o dom da ciência. Dizem biógrafos que Maria SS. teria lhe aparecido e lhe conferido dom desejado. com o aviso, porém, que lh'o seria tirado quando se achasse no fim da vida. Tão admiráveis eram em seguida os progressos que fez nas ciências, que em pouco tempo superava todos os seus condiscípulos em sabedoria e ciência. Admirável era a facilidade, a clareza com que sabia explicar as coisas mais difíceis, circunstancia que só podia atribuir a uma comunicação divina. Seu saber abrangia todos os ramos da ciência. Conhecedor profundo das disciplinas teológicas possuía uma intuição inacreditável nas ciências profanas, nos reinos da natureza, de maneira que as experiências que fazia em seu laboratório, eram presenciadas com maior proficiência sobre a astronomia, cosmografia, meteorologia, climatologia, fisica, mecânica, arquitetura, química. Escreveu livros sobre as artes praticas, da tecelagem, da navegação, da agricultura, e outros semelhantes. Suas obras escritas enchem quarenta grossos volumes. Seu saber era de tal forma universal e profundo, que se honrou com o titulo de Magno. Por muitos anos lecionou nos conventos de sua Ordem em Hildesheim, Hatisbona, Stassburgo para depois ocupar o cargo de professor nas universidades de Paris e Colônia.
De todas as partes do mundo então conhecido e civilizado afluíram estudantes, ansiosos de se inscrever nas listas dos alunos de Santo Alberto e os maiores salões mostravam-se insuficientes para comportar os numerosos ouvintes. Entre estes se destacava o grande São Thomas D'Aquino da mesma Ordem Dominicana, a quem profetizou um glorioso futuro. No meio das aclamações dos seus discípulos, Santo Alberto continuou sendo o monge humilde, o modesto pregador do povo, o amigo da oração. Seus escritos testemunhavam grande amor de Jesus Sacramentado e a Mãe de Deus, Depois de 330 anos de sua morte seu corpo foi encontrado sem vestígio de decomposição, por muitos tem sido tomada em testemunho de sua pureza sem macula. Em 1254 foi nomeado Supervisor Provincial de sua Ordem na Alemanha. Nesta qualidade fundou diversos conventos, visitou os já existentes e neles incentivou o espírito religioso. Em todas as suas viagens de visita, que fazia, vivia das esmolas que pedia e lhe davam. A Santa Sé confiou-lhe negócios de maior importância. Alexandre IV, em 1260, nomeou-o Bispo de Radisbona. Em pouco tempo levantou a diocese dos estado precário material e espiritual que se achava, trabalhando sempre, como o Bom Pastor, pela disciplina eclesiástica e reforma dos costumes. Passando dois anos pediu ao Santo Padre a exoneração deste cargo, e voltou para a universidade da Colônia. Septuagésimo recebeu de Urbano IV a missão de pregador da Cruzada na Alemanha e na Bohemia. em 1274 assistiu ao 2º Concilio de Lyão, onde se ocupou na união da Igreja grega com a Latina. Três anos antes de sua morte começou a perder a memória. Afastado assim do magistério, pode concentrar toda a atenção na vida religiosa e na oração. Todo o dia visitava o lugar de sua futura sepultura onde rezava o ofício dos defuntos pedindo a Deus a graça de uma boa morte. Morreu a 15 de Novembro de 1280, cercado dos irmãos de sua Ordem, por eles e pelo povo chorado. Deste há muitos anos venerado como bem-aventurado nos conventos da Ordem dominicana. Pio XI em 1931 canonisou-o dando o título de Doutor da Igreja.
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São Francisco de Assis


São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.

A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.

Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais
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Dom Paulo Evaristo Arns


Religioso catarinense (14/9/1921-). Cardeal-arcebispo de São Paulo, desempenha papel fundamental na defesa dos direitos humanos e na denúncia das arbitrariedades do regime durante a ditadura militar. Nasce em Forquilhinha, no município de Criciúma, Santa Catarina, numa família de treze irmãos. Ordena-se sacerdote franciscano em 1945, em Curitiba, Paraná, e forma-se em letras na Universidade de Paris, França.
Começa a trabalhar dando aulas no seminário da cidade paulista de Agudos. Atua como vigário também em Petrópolis, Rio de Janeiro, até ser nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, em 1966. Torna-se arcebispo da cidade em 1970 e cardeal em 1973
Ligado aos setores progressistas da Igreja Católica, cria no mesmo ano a Comissão de Justiça e Paz dEm 1975 é um dos celebrantes do ato ecumênico em memória do jornalista Vladimir Herzog, morto pelos órgãos da repressão.

Na década de 80 apóia os movimentos pela democracia no país. Ao completar 75 anos, em 1996, pede demissão do cargo de cardeal-arcebispo de São Paulo, como determinam as regras da Igreja. Deixa a arquidiocese em 1998 e dedica-se às atividades de jornalista e religioso. Escreve colunas para três jornais de São Paulo, participa de programas de rádio nas emissoras Rádio América e Nove de Julho e reza a missa dominical no Hospital Geriátrico Pedro II, da Santa Casa de Misericórdia.
a arquidiocese, que tem papel de destaque na defesa dos perseguidos pelo regime militar
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José de Anchieta


O padre José de Anchieta nasceu em São Cristóvão no ano de 1533, e faleceu em Iriritiba no Espírito Santo no dia 9 de julho do ano de 1597, foi o primeiro missionário a vir para o Brasil. Quando chegou, Anchieta tinha 20 anos. Veio na comitiva de D. Duarte da Costa, segundo Governador Geral. No ano de 1554 Anchieta fundou o terceiro Colégio do Brasil, e no dia 25 de agosto foi celebrada a primeira missa no Colégio. Este lugar recebeu o nome de São Paulo; Anchieta construiu também um seminário de orientação perto do colégio. José de Anchieta deu aulas de castelhano, latim, doutrina crista e a língua brasílica, lia e escrevia o idioma Tupi com muita facilidade, escreveu livros em Tupi, foi intérprete junto aos índios tamóios que estavam em batalha contra os portugueses. Nessa época Anchieta escreveu um poema dedicado a Virgem Maria, no ano de 1567 na expulsão dos Franceses que moravam no Rio de Janeiro Anchieta ajudou Estácio de Sá. Para os índios era médico e sacerdote, cuidava das pessoas doentes e das feridas, da espiritualidade dos Índios. Anchieta recebeu um preparo grande e um conhecimento elevado na Europa, na sua catequese usando teatro e da poesia, porque era mais fácil para aprender, merecidamente foi chamado de Apóstolo do Brasil; obras que escreveu: Poema em Louvor a Virgem Maria, Arte da Gramática da Lingua mais Conhecida na Costa do Brasil, e outras obras como História do Brasil. Seu nome completo é José de Anchieta.
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Dom Geraldo Majella Agnelo


Dom Geraldo Majella Agnelo (Juiz de Fora, 19 de outubro de 1933) é um cardeal brasileiro e arcebispo Primaz do Brasil, arcebispo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.


Ord. Presbiteral: 29/06/1957 em São Paulo; eleito Bispo em 05/05/1978: Ord Episcopal em 06/08/1978; Bispo diocesano de Toledo - PR, 1978 -1982; Arcebispo Mtropolitano de Londrina, PR, 1983 - 1991; Secretário da Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 16/09/1991 - 12/01/1999 (sendo que entre 1996 a 1999 foi secretário de D. Medina Estevez, o qual reimplantou a celebração do Rito Gregoriano no Chile - no entanto não permite a celebração em Rito Gregoriano em Salvador, pois acredita na necessidade dos fiéis conhecerem a língua (latim), o que não corresponde à verdade, pois a Santa Sé não exige isto e tal requisito desatende o quanto determinado no Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI. Em Salvador foi nomeado arcebispo metropolitano e Primaz do Brasil e 13/01/1999; tomou posse em 11/03/1999 e foi criado Cardeal Prebítero da Santa Igreja Romana no Consistório de 21/02/2001, com o título de São Gregório Magno alla Magliana Nuova, em Roma.

D. Geraldo Majella completou 75 anos em 2008 sendo que, conforme o costume, quando um bispo atinge tal idade limite, pediu renúncia à Santa Sé, sendo que seu sucessor provavelmente será escolhido no ano corrente de 2010. As especulações em torno de quem o subustituirá já começaram.
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