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Mahmoud Abbas


Mahmoud AbbasMahmoud Zeidan Abbas (em árabe:محمود عباس), também conhecido pelo nome de guerra Abu Mazen(ابو مازن), é presidente da Autoridade Nacional Palestiniana desde Janeiro de 2005.

Nasceu em 26 de Março de 1935 em Safed, uma cidade situada no nordeste da região da Galileia, que na época fazia parte do Mandato Britânico da Palestina e que hoje pertence a Israel.

Foi um dos fundadores, junto com Yasser Arafat, da organização Fatah. Desempenhou também funções como primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestiniana entre Março e Outubro 2003.

Em 1948, quando tinha treze anos, abandonou a sua cidade natal em resultado da primeira guerra israelo-árabe e tornou-se, à semelhança de outros árabes palestinianos, um refugiado. A sua família fixou residência em Damasco, na Síria, onde Mahmoud cresceu e se educou. Trabalhou como professor do ensino primário e em 1957 mudou-se para o Qatar, onde conseguiu um emprego como chefe de pessoal no funcionalismo público local. Em 1958 concluiu a sua formação em Direito na Universidade de Damasco.

Durante a sua estadia no Qatar entrou em contacto com os grupos políticos palestinianos, tornando-se junto com Arafat e Faruq Qaddumi (Abu al-Lutf) um dos fundadores da Fatah. À semelhança do que fizeram Yasser Arafat e outros militantes adoptou o nome de guerra Abu Mazen. Abu, que significa "pai de", é um nome que os homens árabes tomam quando nasce o seu primeiro filho varão; neste caso Mahmoud já era pai de um menino nascido em 1960 chamado Mazen.

Em 1964 tornou-se membro da Comité Central da organização e em 1968 do Conselho Nacional Palestiniano. Nesse ano apoia a decisão de Arafat em integrar a Fatah na Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que reunia os grupos políticos e grupos armados da causa nacionalista palestiniana.

Durante os anos setenta manteve contactos com membros da esquerda e com grupos pacifistas de Israel, atitude reprovada pelos palestinianos mais radicais.

Em 1982 recebeu o doutoramento em História pela Universidade Estatal de Moscovo. A sua dissertação era uma análise sobre as relações entre o sionismo e o nazismo e valeu-lhe a acusação de anti-semitismo por parte de grupos judaicos.

Dois anos antes Mahmoud Abbas foi eleito membro do Comité Executivo da OLP e em 1984 tornou-se chefe do Departamento de Relações Externas da mesma organização. Em 1989, em pleno período da primeira Intifada, realizou contactos secretos com representantes israelitas sob os auspícios de neerlandeses.

Em Junho de 2007, dão-se violentos confrontos da Faixa de Gaza entre partidários do Hamas, então no governo, e da Fatah. O Hamas toma pela força o controlo sobre o território de Gaza, numa acção condenada pela maior parte dos países e pelas Nações Unidas. Estas acções levam-no a declarar o estado de emergência.



Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
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Mustafa Kemal Atatürk


Mustafa Kemal Atatürk (Selânik, 1881 — Istambul, 10 de novembro de 1938) foi um oficial do exército, estadista revolucionário e fundador da República da Turquia, assim como o seu primeiro presidente.
Mustafa Kemal se estabeleceu como um líder militar extremamente capaz e inteligente enquanto servia como comandante de divisão na Batalha de Galípoli. Um admirador do Iluminismo, Atatürk procurou transformar as ruínas do Império Otomano numa nação-Estado democrática e secular. Os princípios das reformas de Atatürk costumam ser chamados de "kemalismo", e continuam a formar a fundação política do Estado turco moderno.
Mustafa Kemal Atatürk nasceu na cidade otomana de Salônica (em turco: Selânik; atualmente Tessalônica - Thessaloniki - na Grécia), na primavera de 1881, filho de Ali Riza Efendi e Zübeyde Hanım. Mustafa continuou os estudos na Escola Militar de Selânik (Selânik Askerî Rüştiyesi). Em 1896 se inscreveu em outra escola militar, a Manastır Askerî İdadisi, na cidade otomana de Manastır (atual Bitola, na República da Macedônia). Lá, passou a fazer parte do Comitê para a União e o Progresso (CUP), cujos membros eram chamados de 'Jovens Turcos'; no entanto, no fim de sua vida sua oposição à liderança do grupo e suas freqüentes críticas às suas políticas tornaram-se notórias. Em 1908 a Revolução dos Jovens Turcos tomou o poder do sultão Abdülhamid II, durante uma revolução na qual Mustafa Kemal teve um papel importante. Retornou à capital em outubro de 1912, logo após o início das Guerras dos Bálcãs. Durante a primeira destas guerras, combateu o exército búlgaro em Galípoli e Bolayır, na costa da Trácia.

O Império Otomano entrou na Primeira Guerra Mundial ao lado da Alemanha, e enfrentou os Aliados no teatro de operações do Oriente Médio.
Logo após a campanha de Galípoli, Mustafa Kemal serviu em Edirne até 14 de janeiro de 1916.
Ao retornar, recebeu o comando do 16ª Corpo do 2º Exército e foi enviado à Campanha do Cáucaso, onde uma gigantesca ofensiva russa havia atingido cidades vitais na Anatólia. Em 7 de agosto Mustafa Kemal reuniu suas tropas e montou uma contra-ofensiva. Em 7 de março de 1917 Mustafa Kemal recebeu o comando integral do 2º Exército; a Revolução Russa eclodiu, a rapidamente a frente de batalha no Cáucaso dos exércitos do czar Cáucaso se desintegraram. Rumou a Alepo em 28 de agosto de 1918; o general alemão Otto Liman von Sanders havia perdido a Batalha de Megiddo, e nada mais se encontrava entre as forças do general britânico Edmund Allenby e Mustafa Kemal. Kemal tornou-se um dos líderes do partido nacionalista turco, que tinha como bandeira a política de defender os territórios de língua turca nas zonas continentais do império, ao mesmo tempo que concordava em se retirar de todos os territórios não-turcos sob tutela do império (onde a língua predominante não era o turco). Ao final da guerra era tinha 37 anos de idade; e em 13 de novembro de 1918 retornou para uma Constantinopla ocupada. De acordo com os acordos de partilha do Império Otomano, forças britânicas, italianas, francesas e gregas começaram a ocupar a Anatólia. A ocupação de Constantinopla, juntamente com a ocupação de Esmirna, mobilizou o estabelecimento do Movimento Nacional Turco e a guerra de independência turca. Mustafa Kemal convocou então uma eleição, para estabelecer um novo parlamento turco, com sede em Ancara. Mustafa Kemal usou esta oportunidade para estabelecer a "Grande Assembléia Nacional" (GAN). Em 23 de abril de 1920 a GAN foi inaugurada oficialmente, com Mustafa Kemal como seu presidente. Kemal insistiu na independência completa, e na salvaguarda dos interesses das maiorias turcas no solo turco, e persuadiu a GAN a convocar um Exército Turco. Este exército enfrentou as forças de ocupação aliadas em três frentes de batalha: nas guerras Franco-Turca, Greco-Turca e Turco-Armênia. Em 5 de agosto de 1921 Mustafa Kemal foi promovido a comandante-em-chefe das forças.. Os Aliados, ignorando a extensão dos sucessos de Kemal, esperavam impor a Ancara uma versão modificada do tratado de Sèvres, como um acordo de paz; Kemal rejeitou inteiramente a proposta. Em 24 de julho de 1923 o tratado de Lausanne foi assinado; e o capítulo final da guerra de independência veio com a proclamação da República da Turquia, em 29 de outubro.
Mustafa Kemal tinha então 42 anos, quando a República da Turquia foi formada. Os esforços para modernizar o país, no entanto, haviam apenas começado; as instituições e constituições dos países ocidentais ainda não haviam sido analisadas e aaptadas às necessidades e características da nação turca.


Um princípio político básico para Mustafa Kemal era a completa independência do país; este era, para ele, um item não-negociável. Mustafa Kemal criou um estandarte para marcar as mudanças entre o antigo domínio otomano e o novo governo republicano. Os novos cidadãos da república, que até poucos anos antes eram meros súditos do Império Otomano, levavam este estandarte para se lembrarem dos principais conceitos deste novo empreendimento, e esta se tornou a ideologia característica da República da Turquia, conhecida como "Seis Flechas" ou ideologia kemalista. Esta ideologia, como indica o nome, está fundamentada nas interpretações pessoais de Mustafa Kemal dos conceitos de realismo e pragmatismo. Um bom exemplo é a definição e aplicação do secularismo; o Estado secular kemalista difere significantemente dos Estados cristãos seculares.
Os diários pessoais de Mustafa Kemal mostram que mesmo antes do estabelecimento da república, em 1923, ele já acreditava na importância da soberania popular, em oposição à soberania de um monarca absoluto - o que era o caso no Império Otomano. Ao forjar esta nova república, os revolucionários turcos deram às costas ao que viam como corrupção e decadência da cosmopolita Istambul, e sua herança otomana. Os revolucionários freqüentemente se deparavam com desafios dos partidários do antigo regime otomano, além dos adeptos das ideologias relativamente novas ao país, como o comunismo e o fascismo. Kemal viu as conseqüências de ambas as doutrinas nas décadas de 1920 e 1930, e rejeitou-as, impedindo assim o avanço do governo dos partidos totalitários que tomou conta da União Soviética, Alemanha e Itália no período. O coração da nova república, a Grande Assembléia Nacional (GAN), foi estabelecida durante a guerra de independência turca, convocada pelo próprio Mustafa Kemal. O presidente, então Mustafa Kemal, ocupava uma posição poderosa neste sistema político.
O regime de partido único foi estabelecido oficialmente em 1925, após a adoção da constituição do ano anterior. O único partido político da GAN era o "Partido do Povo", fundado por Mustafa Kemal nos primeiros anos da guerra de independência, e que foi chamado posteriormente de Partido Republicano do Povo (em turco Cumhuriyet Halk Fırkası).
A abolição do califado foi uma dimensão importante no movimento de Mustafa Kemal para reformar o sistema político e promover a soberania nacional. O califado era o conceito político central do islamismo sunita, determinado pelo consenso da maioria dos muçulmanos nos primeiros séculos da religião. A sobrevivência do califado, na época, interessava aos partidários do sultanato, o que produzia um sistema de duas cabeças: a nova república, por um lado, e uma forma islâmica de governo, com o Califa, no outro. Kemal e İnönü preocupavam-se que "isto alimentava as expectativas de que o soberano retornaria sob a forma do califa…"
O califa Abdülmecid II assumiu após a abolição do sultanato (1922). Kemal tencionava integrar os poderes do califado aos da GAN; suas atividades iniciais começaram já em janeiro de 1924, e ele conseguiu o consentimento de İnönü, Çakmak e Özalp antes mesmo da abolição do califado. No primeiro dia de março daquele ano, diante da assembléia, foi a vez de Mustafa Kemal se pronunciar:
Uma "Conferência do Califado" foi organizada no Cairo em maio de 1926, e uma resolução foi aprovada declarando o califado "uma necessidade no islã", que no entanto nunca foi implementada. A Turquia não aceitou o restabelecimento do califado, e viu a resolução como um ataque à sua existência fundamental; e mantiveram-se as diretrizes de Mustafa Kemal e dos outros reformistas.As instituições mais comuns e mais importantes eram as escolas locais, e madraçais, baseadas no ensino do árabe e da memorização do Corão. A reforma educacional era ligada por Mustafa Kemal à liberação da nação do dogma, que ele acreditava ser algo ainda mais importante que a guerra de independência do país.
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Chester A. Arthur


Nascimento: 5 de outubro de 1830
Naturalidade: Fairfield, Vermont
Morreu: 18 de Novembro 1886 (hemorragia cerebral)
Melhor conhecido como: O presidente dos Estados Unidos, 1881-1885
O vice-presidente Chester Alan Arthur tornou-se presidente em 20 de setembro de 1881, após a morte do presidente James Garfield .

Treinado como um advogado, Arthur tinha sido um líder na política do partido republicano (que ele ajudou a garantir a nomeação de E.U. Grant em 1868).

Arthur teve uma administração respeitável cuja principal conquista foi a reforma do serviço civil, notável por causa de sua reputação de nepotismo anteriores.

Arthur demonstrou como presidente que estava acima das facções dentro do Partido Republicano, apesar de não acima do partido em si. Talvez seu motivo fosse, em parte, um segredo bem-guardado do qual tinha conhecimento desde o ano posterior à sua ascensão à presidência: o de que estava sofrendo de uma doença renal fatal. Ele disputou a indicação presidencial em 1884 para não parecer que temia a derrota, mas não foi indicado novamente. Ele morreu em 1886.
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Jean-Bertrand Aristide



Jean-Bertrand Aristide (nascido a Port-Salut, 15 de Julho de 1953) é um político haitiano e ex-padre católico salesiano, ligado à teologia da libertação, que foi presidente do Haiti em três períodos: em 1991, de 1994 a 1996, e novamente de 2001 a 2004.Em 1988 foi expulso da ordem Salesianos


Os apoiadores de Aristide o consideram "o primeiro líder democraticamente eleito do Haiti" e também um "amigo dos pobres". Já seus críticos dizem que ele se tornou ditatorial e corrupto[carece de fontes] uma vez tendo chegado ao poder, e que atingiu por duas vezes uma impopularidade tal que teve que ser afastado do governo: primeiramente através de um golpe militar (em setembro de 1991) e novamente em 2004, numa situação mal explicada na qual foi retirado do país por militares norte-americanos em um momento em era iminente um confronto entre integrantes de um levante armado do qual tomavam parte principalmente ex-militares haitianos e tontons macoutes e apoiadores de Aristide em Porto Príncipe.

Depois de sofrer esta segunda deposição, Aristide refugiou-se na África do Sul. De lá, afirmou que ainda era o legítimo presidente do Haiti pois não renunciara, e que forças dos Estados Unidos o haviam sequestrado para tirá-lo do poder.
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Yasser Arafat



Yasser Arafat
Mohammed Abdel-Raouf Arafat
Líder palestiniano, 1929-2004

Yasser Arafat foi, durante largos anos, a mais importante figura do movimento que tem vindo a pugnar pela formação de um Estado palestiniano. Convencido da superioridade das reivindicações do seu movimento, combateu, com ardor, todos aqueles que se opuseram à sua causa, surgindo, nos últimos anos, como uma espécie de mártir.
Arafat sempre se retraiu a expor a sua vida privada. O seu casamento com a palestiniana Suha Tawil, foi mantido em segredo largos meses. Deste enlace teve uma filha, Zahwa. Embora existam divergências sobre o seu local de nascimento, declarou ter vindo ao mundo em Jerusalém, a 24 de Agosto de 1929. Ainda criança, foi, com a sua família, para o Egipto, tendo concluído, em 1956, o curso de engenharia, na Universidade do Cairo. Nesse ano, durante a crise do Canal do Suez, participou voluntariamente no exército egípcio, tendo Iniciado, a seguir, a sua carreira como engenheiro no Kwait.
Em 1959, fundou o grupo Fatah, hoje uma das principais facções da Organização para Libertação da Palestina (OLP). A Organização, formada em 1964, compreendia, para além do Fatah, um apreciável número de grupos que pugnavam pela libertação da Palestina. Foi a Fatah, no entanto, quem, a partir da Guerra dos Seis Dias, ocorrida em 1967, demonstrou possuir um maior poder organizativo, pelo que, desde então, passou a liderar a OLP. A partir dessa altura, Arafat assumiu a presidência do Comité Executivo desta Organização. Uma parte apreciável da população palestiniana passou a ver em Arafat um estratega capaz de zelar pelos seus interesses na disputa territorial com os israelitas.
A ideia inicial da OLP era a constituição de um Estado palestiniano no lugar do Estado de Israel. No entanto, Arafat, ao reconhecer, em 1988, o Estado de Israel, passou a pressupor a existência de um Estado palestiniano coexistindo com os territórios israelitas. Para alguns analistas políticos, este reconhecimento não invalidou a percepção que Arafat detinha sobre o conflito.
Arafat recusou, nos anos noventa, uma proposta de paz apresentada pelo presidente israelita Ehud Barak, uma vez que esse acordo não contemplava uma solução para o regresso dos refugiados palestinianos e não tecia quaisquer considerações sobre o estatuto da cidade de Jerusalém, que ambos os povos disputam.
Em 1993, surgiu, no horizonte, uma esperança para o fim do conflito. Reunidos em Oslo, Arafat e o primeiro-ministro israelista Yitzak Rabin, tentaram conciliar as suas divergências, trazendo para o povo palestiniano a esperança de, em breve, poder constituir um estado próprio. A boa vontade demonstrada por ambos os líderes conduziu a que o prémio Nobel da Paz lhes fosse atribuído em 1995. Na sequência dos acordos de paz estabelecidos na reunião de Oslo, decorreram, em 1996, eleições na Palestina, tendo Arafat sido eleito presidente da Autoridade Palestiniana. Infelizmente, as cláusulas do acordo foram sendo, pouco a pouco, desrespeitadas, o que levou alguns analistas políticos a considerar que se perdeu uma boa oportunidade de encetar novos processos que conduzissem a uma situação de paz real na região.
Tendo fracassado todas as tentativas de conciliação, a guerra entre os dois povos endurece.
No ano 2000, surge, na Cisjordânia, a segunda Infantada, que os israelitas consideram ser impulsionada por Arafat, pelo que cercam os seus escritórios em Ramallah, na Cisjordânia, mantendo-o numa situação de isolamento apenas quebrada a 28 de Outubro 2004, em virtude do líder da Autoridade Palestiniana necessitar de tratamento médico urgente. Conduzido ao Hospital Militar de Paris, acaba por falecer a 11 de Novembro desse ano, deixando atrás de si um sonho por realizar e um futuro incerto na região.
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María Corazón Cojuangco-Aquino



María Corazón Cojuangco-Aquino, nascida María Corazón Sumulong Cojuangco, (Paniqui, 25 de janeiro de 1933 — Manila, 1 de agosto de 2009), também conhecida por Cory Aquino, foi presidente das Filipinas entre 25 de fevereiro de 1986 (data do afastamento do poder do ditador Ferdinand Marcos) e 30 de junho de 1992. Foi a líder do movimento que derrubou a ditadura em seu país, sendo considerada a heroína desse movimento. Foi a primeira mulher a ocupar a chefia de estado de um país asiático.

Corazón era oriunda de uma rica família sino-filipina. Casou-se em 1954 com Benigno Aquino, com quem teve cinco filhos. Seu marido, que era líder da oposição, foi assassinado em 1983 no aeroporto, quando voltava do exílio. Seguindo a carreira do pai, um de seus filhos, Benigno Aquino Jr., é senador.

Durante seu mandato, sofreu pelo menos sete tentativas de golpe. Após a presidência, manteve-se ativa em organizações da sociedade civil, até mesmo integrando protestos contra a presidente Gloria Macapagal-Arroyo, cuja família esteve envolvida em escândalos de corrupção. Foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1986.

Corazón estava com câncer há mais de um menos um ano, mas havia anunciado que não combateria mais a doença. Morreu de insuficiência cardíaca, decorrente de complicações de um câncer no intestino
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Idi Amin Dada



Idi Amin Dada (1925 - 2003)

O ex-ditador de Uganda nascido em uma pequena tribo de camponeses muçulmanos de Kakwa, nas margens do Nilo e um dos distritos mais remotos de Uganda, um dos déspotas mais sanguinários da África, considerado culpado pela morte de dezenas de milhares de ugandenses, que tomou o poder em um golpe militar (1971), derrubando o presidente Milton Obote. Alistado no Exército britânico, onde foi ajudante de cozinheiro do regimento britânico King's African Rifles, e impressionou com seu 1,90 metro de altura, seus 110 kg e sua habilidade pugilística, que o converteram em campeão de boxe na categoria peso pesado de seu país (1951-1960). Após a independência do país (1962) tornou-se chefe do Exército (1966) do presidente Milton Obote. Após o golpe de estado, depois de alguns meses de moderação, iniciou rapidamente a arbitrariedade como estilo de governo que durante oito anos (1971-1979) de um regime brutal deixou um país arruinado e centenas de milhares de pessoas assassinadas. Demonstrando um temperamento megalômano, vingativo e violento, expulsou (1972) cerca de 40 mil asiáticos, descendentes de imigrantes do império britânico na Índia, dizendo que Deus lhe havia dito para transformar Uganda em um país de homens negros. Uma figura grande e imponente, seu comportamento excêntrico criou a imagem de um bufão dado a explosões irregulares e foi chamado de Bug Daddy. Uma vez se declarou rei da Escócia, proibiu hippies e minissaias, e chegou a um funeral da realeza saudita usando um kilt. Certa vez (1999) disse a um jornal ugandense que ele gostava de tocar acordeão e de recitar o Alcorão. Depois de assumir o poder (1971), tornou-se um ditador que violava os direitos humanos fundamentais durante um "reinado de horror", segundo a Comissão Internacional de Juristas. Expressava admiração por Adolf Hitler, foi denunciado dentro e fora do continente africano por matar dezenas de milhares de pessoas durante seu governo (1971-1979). Algumas estimativas dizem que o número ultrapassa as 100 mil pessoas. Muitos ugandenses acusavam o ex-campeão de box de manter cabeças decepadas em uma geladeira, de alimentar crocodilos com cadáveres e de ter desmembrado uma de suas esposas. Alguns diziam que ele praticava canibalismo. Rompeu relações diplomáticas com Israel e ordena a expulsão de 90 mil asiáticos, a maioria comerciantes indianos e paquistaneses, e de vários judeus (1972). Foi recebido (1975) pelo papa João Paulo VI como chefe em exercício da Organização da Unidade Africana. Foi notícia internacional (1976) quando, depois do seqüestro de um avião da Air France por um comando palestino, uma força aérea israelense atacou o aeroporto de Entebbe, a 37 km de Campala, libertando todos reféns são libertados. O ataque deixou 31 mortos, entre eles 20 ugandenses, uma intervenção que foi encarada como uma humilhação pessoal. Rompeu (1976) relações diplomáticas com o Reino Unido e, dois anos depois.fracassou um atentado contra ele nos subúrbios de Campala. Exilado na Tanzânia o líder por ele derrubado Milton Obote convocou um levante (1979) e, no dia 11 de abril, o ditador foi derrubado pela Frente Nacional de Libertação de Uganda (FNLU), pelas forças do presidente da Tanzânia, Julius Nyerere, e de exilados ugandenses, e um novo regime, dirigido por Yusuf Lule, chefe do FNLU, também seria destituído no dia 20 de junho por Godfrey Binaisa. Abandonou então o país e fugiu para a Líbia, mas teve de buscar um novo refúgio quando o ditador líbio Muammar Gaddafi o expulsou do país. Recebeu asilo da Arábia Saudita em nome da caridade islâmica, onde passou a viver até o fim de sua vida, aconhado por suas quatro esposas e seus mais de 50 filhos. Quando seu estado de saúde agravou-se, em julho, uma de suas quatro mulheres pediu que pudesse voltar a Uganda para morrer, mas o atual governo negou o pedido, sob o argumento que se retornasse ao país seria julgado por seus atrocidades. Gravemente doente foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo e morreu no Hospital Especialista Rei Faisal, em Jeddah, Arábia Saudita, de complicações devido à falência múltipla de órgãos. Foi enterrado na cidade saudita de Jeddah, onde ele vivia na maior parte do tempo desde que foi deposto (1979) em um pequeno funeral na Arábia Saudita, horas depois de sua morte no sábado, 16 de agosto. Os ugandenses reagiram com uma mistura de alívio com a morte de um tirano e nostalgia por um líder que muitos aplaudiram por expulsar asiáticos que dominavam a vida econômica.
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Salvador Allende



Salvador Allende

(Valparaíso, 1908 - Santiago, 1973)


Político chileno. Estuda Medicina, mas dedica toda a sua vida ao exercício da política. Em 1933 é um dos fundadores do Partido Socialista Chileno, de cujo grupo parlamentar faz parte entre 1937 e 1946. Entre 1939 e 1942 é ministro da Saúde; 1943 é o ano em que assume a direcção do partido. Perde as eleições presidenciais de 1952, 1958 e 1964, atinge em 1970, como candidato de uma coligação de esquerda, a presidência do Chile.

A sua política, a chamada «via chilena para o socialismo», pretende uma transição pacífica para uma sociedade mais justa, de raiz socializante. Nacionaliza os bancos, as minas de cobre e algumas grandes empresas, e enfrenta pressões políticas norte-americanas. Apesar das gravíssimas dificuldades económicas, a referida coligação obtém 43% dos votos nas eleições legislativas de 1973. Em Junho desse mesmo ano ultrapassa uma tentativa de golpe de Estado, mas numa nova intentona, em Setembro, os militares de direita, chefiados pelo general Pinochet, derrubam-no. Allende morre durante o golpe, na defesa do palácio presidencial. Após a sua morte, o regime democrático é extinto e o país sofre um terrível banho de sangue.
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Raúl Ricardo Alfonsín Foulkes


Raúl Ricardo Alfonsín (Chascomús, 12 de março de 1927 — Buenos Aires, 31 de março de 2009) foi um advogado e político argentino, presidente de seu país de 1983 a 1989. Foi uma das figuras mais importantes da história de seu partido, a União Cívica Radical.

Advogado de profissão, militou desde muito jovem na Unión Cívica Radical. Sua meteórica carreira até a presidência começou na Convenção Nacional de seu partido em 1982, uma vez terminada a Guerra das Malvinas, ao opor-se violentamente ao oficialismo partidário representado por Fernando de la Rúa, a quem derrotaria mais tarde nas eleições internas para presidente. Denunciou vivazmente o pacto militar-sindical que vinculava a Junta Militar e a CGT argentina. Havendo vencido nas urnas o jornalista Italo Luder, assumiu a presidência da nação em 10 de dezembro de 1983.

O governo de Alfonsín é reconhecido por sua contribuição institucional, devido ter restabelecido a plena vigência das instituições republicanas e dos direitos e garantias constitucionais.

Por outra parte, os máximos responsáveis pelas violações aos direitos humanos durante o regime militar (a chamada Guerra Suja que resultou em milhares de desaparecidos políticos) foram julgados e condenados pela justiça. Cedendo a pressões de setores militares e a contradições internas de seu partido, Alfonsín impediu o julgamento de outros responsáveis de graves violações aos direitos humanos promulgando as leis de "Ponto Final" (um mecanismo de prescrição antecipada) e a de "Obediência Devida" (que retirava a culpa de responsáveis por atrocidades cometidas baseando-se na teoria de que haviam atuado sob ordens dos respectivos comandantes em chefe das forças armadas). Estas leis foram consideradas nulas pelo Congresso nacional em 2003, e finalmente declaradas inconstitucionais pela Corte Suprema de Justiça em 14 de junho de 2005.

Assim mesmo, durante o governo de Alfonsín, em 1985, foi assinado o Tratado de Paz e Amizade com o Chile, que pôs fim a uma disputa de limites com aquele país, com o qual Argentina esteve a ponto de ir à guerra em 1978.

No entanto, devido aos graves problemas econômicos que afetavam o país, incluindo uma taxa inflacionária anual de 343% em 1988 e superior a 3000% para 1989 (apesar de ter adotado em 1985 o chamado Plano Austral, com a substituição da moeda, o Peso Argentino, pelo Austral com 3 zeros a menos), Alfonsín renunciou à presidência cinco meses antes de que seu mandato finalizasse, em 1989. Sucedeu-lhe na Presidência Carlos Saúl Menem, que já havia sido eleito no momento da renúncia de Alfonsín.

Um dado curioso e paradoxal sobre a vida de Alfonsín é que cursou os seus estudos secundários no Liceo Militar General San Martín, sendo companheiro escolar de Leopoldo Fortunato Galtieri. Décadas depois, ambos seriam governantes da Argentina: Galtieri, como ditador militar, e Alfonsín como presidente democraticamente eleito.

Em princípios de 1985, Alfonsín propôs ao Presidente-eleito do Brasil, Tancredo Neves, iniciar um processo de integração econômica entre os dois países "para fortalecer la democracia, afrontar la deuda externa y posibilitar la modernización productiva". A proposta foi bem recebida pelo brasileiro. Com a morte de Tancredo Neves, seu sucessor, José Sarney, assumiu a Presidência do Brasil e dedicou-se ao projeto de integração, juntamente com seu homólogo argentino:

em 30 de novembro de 1985 Alfonsín e Sarney firmaram a Declaração de Foz do Iguaçu, fundamento do que viria a ser o Mercosul. Em 2004, os dois países convieram em fazer de 30 de novembro o Dia da Amizade Argentino-Brasileira.
em 29 de julho de 1986 foi celebrada a Ata para a Integração Argentino-Brasileira, instrumento que estabeleceu o programa de integração e cooperação entre Argentina e Brasil, fundado nos princípios do gradualismo, flexibilidade, simestria, equilíbrio, tratamento preferencial frente a terceiros mercados, harmonização progressiva de políticas e participação do setor empresarial. O núcleo do programa foram os protocolos setoriais.
em 6 de abril de 1988 assinou-se a Ata do Alvorada, pela qual o Uruguai se juntou ao processo de integração regional.
em 29 de novembro de 1988 celebrou-se o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento entre Brasil e Argentina, que fixava um prazo de dez anos para a redução gradual de assimetrias.
O processo de integração culminaria em 26 de março de 1991, durante as presidências de Fernando Collor de Mello e Carlos Menem, com a assinatura do Tratado de Assunção, constituinte do Mercosul.

Alguns analistas entendem que o processo de integração de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai como um dos pontos altos da obra do governo Alfonsín.

Em 1993, após voltar à presidência do comitê nacional da UCR, Alfonsín celebrou com o então Presidente Carlos Menem o chamado Pacto de Olivos, que permitiu a reforma da Constituição argentina, em 1994. Em 1997, Alfonsín levou a UCR a associar-se à FREPASO na chamada Alianza, de cujo Instituto Programático se tornou diretor. Afastou-se em 1999, devido a discordâncias com candidatos da Alianza.

Em 1999, Alfonsín sofreu um grave acidente de carro, mas recuperou-se. Em novembro daquele ano, foi designado vice-presidente da Internacional Socialista e, no mês seguinte, elegeu-se presidente do comitê nacional da UCR, por proposta do Presidente-eleito Fernando de la Rúa.

Foi eleito senador pela província de Buenos Aires nas eleições parlamentares de outubro de 2001.

Em 2008, Alfonsín submeteu-se a uma cirurgia nos Estados Unidos. Em 2 de julho daquele ano, a Legislatura da Província de Buenos Aires concedeu-lhe o título de cidadão ilustre, reconhecendo-o por "seu aporte permanente à democracia e aos direitos humanos". Nesta mesma noite, realizou-se um ato em sua homenagem no Teatro Argentino de la Plata, onde mais de 4 000 pessoas lhe agradeceram por sua inesgotável defesa dos direitos humanos e do Estado democrático. Em 1 de outubro, em cerimônia dirigida pela Presidente Cristina Kirchner, foi inaugurado um busto em sua honra no Salão dos Bustos da Casa Rosada.

Alfonsín morreu em 31 de março de 2009, em Buenos Aires, de pneumonia num quadro de câncer de pulmão.
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Akihito


Imperador do Japão (23/12/1933-). Pertencente a uma dinastia que está no poder há mais de 2 mil anos, Tsegu Akihito nasce em Tóquio, filho do imperador Hiroíto, e cursa a Faculdade de Política e Economia da Universidade de Gagushuin.

Ainda jovem, fica conhecido por quebrar as rígidas tradições da monarquia japonesa, como fumar em público e, principalmente, por casar-se com uma plebéia, Michiko Shoda. Acompanhado da esposa, visita o Brasil em 1967 e em 1978, neste último ano durante as comemorações do 70° aniversário da imigração japonesa.

Em 1988, com o pai gravemente doente, assume a regência do Império e passa a desempenhar interinamente as funções do imperador, que hoje se resumem a reger cerimoniais. No ano seguinte, Hiroíto morre e Akihito é feito imperador. Seu reinado recebe o nome de Hesei, que significa Era da Paz e da Concórdia. Em 1997, acompanhado de Michiko, retorna ao Brasil na qualidade de imperador, retribuindo a visita feita a Tóquio, no ano anterior, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
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Konrad Adenauer


Konrad Adenauer (Colônia, 5 de Janeiro de 1876 — Bad Honnef, 19 de Abril de 1967) foi um político alemão cristão-democrata, advogado, prefeito de Colônia e também um dos arquitectos da economia social de mercado. Foi ainda Chanceler da República Federal da Alemanha (1949 - 1963) e Presidente da União Democrata-Cristã (CDU),o partido democrata-cristão.

Primeiro chanceler da Alemanha Ocidental (República Federal da Alemanha) entre 1949 e 1963, logo depois que o país havia sido formado, no fim da Segunda Guerra Mundial.

Nascido em 5 de Janeiro em Colônia, Adenauer estudou em várias universidades até se graduar em direito, foi prefeito de Colônia entre 1917 e 1933 e membro do poder legislativo. Como católico da época, fez oposição ao nazismo e, com o advento de Adolf Hitler ao poder, foi expulso de seu cargo político e obrigado a se aposentar.

Com a iminência do fim da Segunda Guerra Mundial, em 1944, Adenauer foi mandado para um campo de concentração e foi libertado quando as tropas aliadas invadiram a Alemanha.

Em 1945, participou na fundação da União Democrata-Cristã (CDU) e assumiu a presidência da liga na zona de ocupação britânica. Com o estabelecimento da Alemanha ocidental, em 1949, Adenauer assumiu o cargo de primeiro chanceler. Por 14 anos, liderou a coligação entre a União Democrata-Cristã (CDU), o seu partido-irmão da Baviera, União Social Cristã (CSU), e os Democratas Livres, o partido liberal alemão (FDP). Entre 1951 e 1955 também serviu como ministro para assuntos exteriores da Alemanha Ocidental.

Adenauer tinha um grande objetivo: estabelecer a Alemanha Ocidental como uma proteção para conter a expansão dos soviéticos na Europa. Assim, ele promoveu um estreitamento nas relações com os Estados Unidos e se reconciliou com a França. Foi durante o mandato de Adenauer que a Alemanha Ocidental passou a integrar o Organização do Tratado do Atlântico Norte e passou a ser reconhecida como uma nação independente.

Adenauer aposentou-se em 1963, após concluir um tratado - que havia perseguido durante anos - de cooperação com a França e continuou no parlamento até sua morte em 19 de abril de 1967.
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John Quincy Adams


John Quincy Adams (Boston, 11 de julho de 1767 – Boston, 23 de fevereiro de 1848) foi um advogado e político norte-americano. Foi o sexto presidente dos Estados Unidos, governando de 1825 a 1829.

Sua maior contribuição para os Estados Unidos foi o planejamento da Doutrina Monroe, durante o período que foi secretário de estado do presidente James Monroe. Era filho do ex-presidente John Adams.

Foi advogado em Boston; ministro na Haia (1794), Lisboa (1797), Prússia (1799), na Rússia (1809-1914) e na Inglaterra (1815-1917). Negociou a compra da Florida à Espanha e assentou as bases da chamada "doutrina de Monroe". Presidente (1825-1829), procurou introduzir melhoramentos internos no país, pretendendo abolir a escravatura, sem obter sucesso.

Presidência (1825 – 1829)

Durante seu período, ele trabalhou para o desenvolvimento do sistema americano de economia política, consistente de uma alta tarifa alfandegária para apoiar a industrialização do país, obras públicas tais como a abertura de estradas, e um banco nacional para estimular empreendimentos produtivos e emitir uma moeda nacional. Em sua primeira mensagem anual ao Congresso, Adams apresentou um ambicioso programa para a modernização que incluía a abertura de estradas, canais, uma universidade nacional, um observatório astronômico e outras iniciativas. O apoio para essas propostas foi limitado, mesmo entre seus próprios defensores. Seus críticos acusaram-no de indecente arogância por causa de sua apertada vitória. A maior parte de suas iniciativas foram combatidas no Congresso por partidários de Andrew Jackson, que permaneciam ofendidos desde a eleição de 1824, tumultuado pleito em que Jackson foi derrotado por Adams.

Contudo, algumas de suas propostas foram adotadas, especificamente a extensão da Cumberland Road para Ohio com estudos para sua continação a oeste para St. Louis; o início do Chesapeake and Ohio Canal, a abertura do Delaware and Chesapeake Canal e do Louisville and Portland Canal em torno das cataratas do Ohio; a conexão dos Grandes Lagos ao sistema do Rio Ohio em Ohio e Indiana; e a ampliação e reconstrução do Dismal Swamp Canal na Carolina do Norte.


Chesapeake and Ohio Canal na eclusa de SwainUma das questões que dividiram seu governo foi as tarifas protecionistas. Henry Clay era um defensor, mas o vice-presidente de Adams, John C. Calhoun, foi um oponente. A posição de Adams era desconhecida, porque seu eleitorado estava dividido. Depois que Adams perdeu o controle do Congresso em 1827, a situação tornou-se mais complicada. Ele assinou a lei altamente impopular da tarifa de 1828 (também conhecida como a "tarifa das abominações"), comprometendo em consequência suas chances de realizar mais alguma coisa durante sua presidência.

Ele e Clay fundaram um novo partido, o Partido Nacional Republicano, mas ele nunca conseguiu criar raízes nos estados. Nas eleições de 1827 Adams e seus partidários perderam o controle do Congresso. Martin Van Buren, senador por Nova Iorque, futuro presidente e seguidor de Jackson, tornou-se um dos líderes do Senado.

Muitas das dificuldades políticas de Adams eram devidas à sua recusa, em princípio, de substituir membros de sua administração que apoiaram Jackson (sobre a base de que ninguém seria removido de seu cargo exceto por incompetência). Por exemplo, seu administrador geral dos Correios, John McLean, continuou no cargo durante a administração de Adams, a despeito do fato de que ele estava usando seus poderes de proteção para bajular os jacksonistas.

John Quincy Adams faleceu na cidade de Boston, em 23 de fevereiro de 1848.
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John Adams


John Adams, Jr. (Boston, 30 de outubro de 1735 — Boston, 4 de julho de 1826) foi um advogado e político estadunidense. Foi o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos (1789 - 1797) e o segundo Presidente deste país, de 1797 a 1801. Foi delegado no primeiro e no segundo Congresso continental. Adams chegou à proeminência nas fases iniciais da Revolução Americana. Como um delegado de Massachusetts para o Congresso Continental, ele desempenhou um papel de liderança em convencer o Congresso aprovar a Declaração de Independência dos Estados Unidos, em 1776.

Ocupou cargos diplomáticos na França e nos Países Baixos durante a guerra de independência e participou da elaboração do tratado de paz. Retornou ao país e foi eleito vice-presidente de George Washington.

John Adams se demonstrou contrário aos conflitos entre os ingleses, os franceses revolucionários e os federalistas americanos, dando fim à guerra no mar e incentivando a convenção de 1800 que proporcionou o reatamento das relações entre França e Inglaterra. Membros mais intransigentes do seu partido se vingaram dele não se empenhando para sua reeleição em 1800. Adams, no entanto, não pode esconder que se identificava mais com os federalistas e que sua linguagem se aproximava muito da dos ultraconservadores europeus sendo esta a explicação dada à vitória dos republicanos durante a eleição, com a subida de Thomas Jeferson à presidência. Durante seu governo ocorreram as revoluções da Virgínia e do Kentucky.

Depois da derrota pela reeleição, ele se aposentou em Massachusetts. Seu filho, John Quincy Adams, foi, também, posteriormente, presidente dos Estados Unidos.

Um fato curioso é que, John Adams e seu amigo, Thomas Jefferson (também ex-presidente e participante da Declaração da Independência) morreram na mesma data, 4 de julho de 1826, sendo que, coincidentemente, nesse dia eram comemorados os 50 anos da independência americana, a qual os dois ajudaram a conquistar.
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