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Santo Alberto Magno


Santo Alberto Magno nasceu no ano de 1206 em Lauingen, na Suabia (atual Alemanha), da família nobre dos Bollsstatt. Os pais mandaran-no a Pádua na Itália, onde fez seus estudos de aperfeiçoamento. Seu desejo era entrar na Ordem dos Pregadores, graça que alcançou por intermédio da SS. Virgem, aquém devotava ternissimo amor. Todos os exercícios religiosos da vida monástica em pouco tempo lhe eram familiares; grandes, podem, eram as dificuldades que encontrava no estudo. A divina Mãe então recorreu, implorando fosse-lhe concedido o dom da ciência. Dizem biógrafos que Maria SS. teria lhe aparecido e lhe conferido dom desejado. com o aviso, porém, que lh'o seria tirado quando se achasse no fim da vida. Tão admiráveis eram em seguida os progressos que fez nas ciências, que em pouco tempo superava todos os seus condiscípulos em sabedoria e ciência. Admirável era a facilidade, a clareza com que sabia explicar as coisas mais difíceis, circunstancia que só podia atribuir a uma comunicação divina. Seu saber abrangia todos os ramos da ciência. Conhecedor profundo das disciplinas teológicas possuía uma intuição inacreditável nas ciências profanas, nos reinos da natureza, de maneira que as experiências que fazia em seu laboratório, eram presenciadas com maior proficiência sobre a astronomia, cosmografia, meteorologia, climatologia, fisica, mecânica, arquitetura, química. Escreveu livros sobre as artes praticas, da tecelagem, da navegação, da agricultura, e outros semelhantes. Suas obras escritas enchem quarenta grossos volumes. Seu saber era de tal forma universal e profundo, que se honrou com o titulo de Magno. Por muitos anos lecionou nos conventos de sua Ordem em Hildesheim, Hatisbona, Stassburgo para depois ocupar o cargo de professor nas universidades de Paris e Colônia.
De todas as partes do mundo então conhecido e civilizado afluíram estudantes, ansiosos de se inscrever nas listas dos alunos de Santo Alberto e os maiores salões mostravam-se insuficientes para comportar os numerosos ouvintes. Entre estes se destacava o grande São Thomas D'Aquino da mesma Ordem Dominicana, a quem profetizou um glorioso futuro. No meio das aclamações dos seus discípulos, Santo Alberto continuou sendo o monge humilde, o modesto pregador do povo, o amigo da oração. Seus escritos testemunhavam grande amor de Jesus Sacramentado e a Mãe de Deus, Depois de 330 anos de sua morte seu corpo foi encontrado sem vestígio de decomposição, por muitos tem sido tomada em testemunho de sua pureza sem macula. Em 1254 foi nomeado Supervisor Provincial de sua Ordem na Alemanha. Nesta qualidade fundou diversos conventos, visitou os já existentes e neles incentivou o espírito religioso. Em todas as suas viagens de visita, que fazia, vivia das esmolas que pedia e lhe davam. A Santa Sé confiou-lhe negócios de maior importância. Alexandre IV, em 1260, nomeou-o Bispo de Radisbona. Em pouco tempo levantou a diocese dos estado precário material e espiritual que se achava, trabalhando sempre, como o Bom Pastor, pela disciplina eclesiástica e reforma dos costumes. Passando dois anos pediu ao Santo Padre a exoneração deste cargo, e voltou para a universidade da Colônia. Septuagésimo recebeu de Urbano IV a missão de pregador da Cruzada na Alemanha e na Bohemia. em 1274 assistiu ao 2º Concilio de Lyão, onde se ocupou na união da Igreja grega com a Latina. Três anos antes de sua morte começou a perder a memória. Afastado assim do magistério, pode concentrar toda a atenção na vida religiosa e na oração. Todo o dia visitava o lugar de sua futura sepultura onde rezava o ofício dos defuntos pedindo a Deus a graça de uma boa morte. Morreu a 15 de Novembro de 1280, cercado dos irmãos de sua Ordem, por eles e pelo povo chorado. Deste há muitos anos venerado como bem-aventurado nos conventos da Ordem dominicana. Pio XI em 1931 canonisou-o dando o título de Doutor da Igreja.
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São Francisco de Assis


São Francisco nasceu em 1181/1182 em Assis na Itália, foi batizado com o nome de Giovanni di Pietri, mas seu nome foi mudado pouco tempo depois para Francisco, pois seu pai Petri di Bernardone era comerciante e viajava muito a França, mudou o nome do filho em homenagem ao local que fazia bons negócios.

Em 1198 acontece um conflito em Assis, entre a nobreza e os comerciantes. Os nobres se refugiam em Perusa uma pequena cidade próxima de Assis, onde São Francisco ficou preso por um ano até o ano de 1204. Em Perusa também estava a família de Clara.

Ao voltar para Assis, São Francisco doente começa sua conversão gradual, se dedica a dar esmolas e oferece até suas roupas aos pobres, tem visões e começa a desprezar o dinheiro e as coisas mundanas. Até que ele se encontra com um leproso, lhe dá esmola e um beijo, e este acontecimento marcou tanto a vida dele que, dos muitos fatos ocorridos em sua vida, este foi o primeiro que entrou em seu Testamento, "pois o que antes era amargo se converteu em doçura da alma e do corpo".

Outros encontros afirmaram ainda mais a vocação de São Francisco, nas ruínas da da igraja São Damião recebeu do crucificado o mandato de restaurar a Igreja. Obediente ao mandato, São Francisco pôs-se logo a trabalhar. Reconstruiu três pequenas igrejas abandonadas: a de São Damião, a de Santa Maria dos Anjos e a de São Pedro.

Seu pai, envergonhado do novo gênero de vida adotado por Francisco, queixou-se ao bispo de Assis da prodigalidade do filho e, diante do prelado, pediu a Francisco que lhe devolvesse o dinheiro gasto com os pobres. A resposta foi a renúncia à vultosa herança: despindo, ali, suas vestes, Francisco exclamou: "... doravante não direi mais pai Bernardone, mas Pai nosso que estás no céu..."

A partir desse momento passa a viver na pobreza, e inicia a ordem franciscana, cresce o número de companheiros, 1209 já são 12. Cria uma regra muito breve e singela, que o papa Inocêncio III aprova em 1210, e cujas diretrizes principais eram pobreza e humildade, surge assim a Fraternidade dos Irmãos Menores, a Primeira Ordem.

No Domingo de Ramos de 1212, uma nobre senhora, chamada Clara de Favarone, foi procurar Francisco para abraçar a vida de pobreza. Alguns dias depois, Inês, sua irmã, segue-lhe o caminho. Surge a Fraternidade das Pobres Damas, a Segunda Ordem. Aqueles que eram casados ou tinham suas ocupações no mundo e não podiam ser frades ou irmãs religiosas, mas queriam seguir os ideais de Francisco, não ficaram na mão: por volta de 1220, Francisco deu início à Ordem Terceira Secular para homens e mulheres, casados ou não, que continuavam em suas atividades na sociedade, vivendo o Evangelho.

A Ordem Francisca cresceu com o passar dos anos. Em 1219 houve uma grande expansão para a Alemanha, Hungria, Espanha, Marrocos e França. Neste mesmo ano São Francisco vai em missão para o Oriente. Durante sua ausência, vigários modificam algumas regras da Ordem e no mesmo ano de 1219 São Francisco se demite da direção da Ordem.

Com o crescimento da Ordem, quase 5.000 frades em 1221, uma nova regra foi escrita por São Francisco em 29 de novembro de 1223 que foi aprovada pelo papa Honório. É a que vigora até hoje.

Em 1224 no dia 17 de setembro São Francisco recebeu as chagas de Jesus crucificado em seu próprio corpo, este fato ocorreu no Monte Alverne, um dos eremitérios dos frades.

Os últimos escritos de São Francisco são entre 1225 e 1226, dentre eles o Cântico das Criaturas e o Testamento. Nestes mesmos dois anos, Francisco vai a vários lugares da Itália para tratar de suas vistas. Passa por diversas cirurgias. Morre aos 03 de outubro de 1226, num sábado.

Morreu nu aquele que começou a vida de conversão nu na praça de Assis diante do bispo, do pai e amigos. Morreu ouvindo o Evangelho de João, onde se narra a Páscoa do Senhor, aquele que recebeu os primeiros companheiros após ouvir o Evangelho do envio dos apóstolos. Foi sepultado no dia 04 de outubro de 1226, Domingo, na Igreja de São Jorge, na cidade de Assis.

São Francisco de Assis foi canonizado em 1228 por Gregório IX e seu dia é comemorado em 04 de outubro.

Em 25 de maio de 1230 os ossos de São Francisco foram levados da Igreja de São Jorge para a nova Basílica construída para ele, a Basílica de São Francisco, hoje aos cuidados dos Frades Menores Conventuais
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Dom Paulo Evaristo Arns


Religioso catarinense (14/9/1921-). Cardeal-arcebispo de São Paulo, desempenha papel fundamental na defesa dos direitos humanos e na denúncia das arbitrariedades do regime durante a ditadura militar. Nasce em Forquilhinha, no município de Criciúma, Santa Catarina, numa família de treze irmãos. Ordena-se sacerdote franciscano em 1945, em Curitiba, Paraná, e forma-se em letras na Universidade de Paris, França.
Começa a trabalhar dando aulas no seminário da cidade paulista de Agudos. Atua como vigário também em Petrópolis, Rio de Janeiro, até ser nomeado bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo, em 1966. Torna-se arcebispo da cidade em 1970 e cardeal em 1973
Ligado aos setores progressistas da Igreja Católica, cria no mesmo ano a Comissão de Justiça e Paz dEm 1975 é um dos celebrantes do ato ecumênico em memória do jornalista Vladimir Herzog, morto pelos órgãos da repressão.

Na década de 80 apóia os movimentos pela democracia no país. Ao completar 75 anos, em 1996, pede demissão do cargo de cardeal-arcebispo de São Paulo, como determinam as regras da Igreja. Deixa a arquidiocese em 1998 e dedica-se às atividades de jornalista e religioso. Escreve colunas para três jornais de São Paulo, participa de programas de rádio nas emissoras Rádio América e Nove de Julho e reza a missa dominical no Hospital Geriátrico Pedro II, da Santa Casa de Misericórdia.
a arquidiocese, que tem papel de destaque na defesa dos perseguidos pelo regime militar
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José de Anchieta


O padre José de Anchieta nasceu em São Cristóvão no ano de 1533, e faleceu em Iriritiba no Espírito Santo no dia 9 de julho do ano de 1597, foi o primeiro missionário a vir para o Brasil. Quando chegou, Anchieta tinha 20 anos. Veio na comitiva de D. Duarte da Costa, segundo Governador Geral. No ano de 1554 Anchieta fundou o terceiro Colégio do Brasil, e no dia 25 de agosto foi celebrada a primeira missa no Colégio. Este lugar recebeu o nome de São Paulo; Anchieta construiu também um seminário de orientação perto do colégio. José de Anchieta deu aulas de castelhano, latim, doutrina crista e a língua brasílica, lia e escrevia o idioma Tupi com muita facilidade, escreveu livros em Tupi, foi intérprete junto aos índios tamóios que estavam em batalha contra os portugueses. Nessa época Anchieta escreveu um poema dedicado a Virgem Maria, no ano de 1567 na expulsão dos Franceses que moravam no Rio de Janeiro Anchieta ajudou Estácio de Sá. Para os índios era médico e sacerdote, cuidava das pessoas doentes e das feridas, da espiritualidade dos Índios. Anchieta recebeu um preparo grande e um conhecimento elevado na Europa, na sua catequese usando teatro e da poesia, porque era mais fácil para aprender, merecidamente foi chamado de Apóstolo do Brasil; obras que escreveu: Poema em Louvor a Virgem Maria, Arte da Gramática da Lingua mais Conhecida na Costa do Brasil, e outras obras como História do Brasil. Seu nome completo é José de Anchieta.
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Dom Geraldo Majella Agnelo


Dom Geraldo Majella Agnelo (Juiz de Fora, 19 de outubro de 1933) é um cardeal brasileiro e arcebispo Primaz do Brasil, arcebispo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.


Ord. Presbiteral: 29/06/1957 em São Paulo; eleito Bispo em 05/05/1978: Ord Episcopal em 06/08/1978; Bispo diocesano de Toledo - PR, 1978 -1982; Arcebispo Mtropolitano de Londrina, PR, 1983 - 1991; Secretário da Sagrada Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 16/09/1991 - 12/01/1999 (sendo que entre 1996 a 1999 foi secretário de D. Medina Estevez, o qual reimplantou a celebração do Rito Gregoriano no Chile - no entanto não permite a celebração em Rito Gregoriano em Salvador, pois acredita na necessidade dos fiéis conhecerem a língua (latim), o que não corresponde à verdade, pois a Santa Sé não exige isto e tal requisito desatende o quanto determinado no Motu Proprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI. Em Salvador foi nomeado arcebispo metropolitano e Primaz do Brasil e 13/01/1999; tomou posse em 11/03/1999 e foi criado Cardeal Prebítero da Santa Igreja Romana no Consistório de 21/02/2001, com o título de São Gregório Magno alla Magliana Nuova, em Roma.

D. Geraldo Majella completou 75 anos em 2008 sendo que, conforme o costume, quando um bispo atinge tal idade limite, pediu renúncia à Santa Sé, sendo que seu sucessor provavelmente será escolhido no ano corrente de 2010. As especulações em torno de quem o subustituirá já começaram.
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Alceu Amoroso Lima (Tristão de Athayde)


Pensador católico e intelectual com uma das mais longas carreiras jornalísticas na imprensa brasileira (cerca de 4.000 artigos publicados), Alceu Amoroso Lima, durante a sua infância, foi vizinho de Machado de Assis. Filho de um industrial com uma dona de casa portuguesa, foi alfabetizado pela mãe. Com pouco mais de dez anos, tomou gosto pela leitura, fato que o acompanhou por toda a vida.

Formado em direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, trabalhou como advogado no Itamaraty (inicialmente no arquivo do órgão e, depois, como adido no gabinete do ministro Nilo Peçanha), antes de assumir os negócios da família.

Em 1919, quando iniciou a sua colaboração em "O Jornal", começou a assinar com o pseudônimo que o tornaria famoso: Tristão de Athayde, nome de um pirata português que atuou na Índia. Anos mais tarde, Alceu Amoroso Lima disse que optou pelo pseudônimo para não confundir a atividade literária com a de industrial _três anos antes, com a morte do pai, assumira a presidência da fábrica de Tecidos Cometa. A empresa somente deixou de pertencer à família pouco antes do começo da 2ª Guerra Mundial, em 1939.

Nesta época, passou a demonstrar interesse por assuntos religiosos, o que o fez trocar uma intensa correspondência com o pensador católico Jackson de Figueiredo. Lançou o seu primeiro livro, "Afonso Arinos", em 1922, mesmo ano em que se engaja no movimento modernista. Como líder da renovação católica no Brasil, fundou o Instituto Católico de Estudos Superiores, em 1932, três anos antes de ser eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Em 1941, Alceu Amoroso Lima dá uma grande contribuição à universalização do ensino brasileiro, ao participar da fundação da Universidade Católica do Rio de Janeiro. Na instituição, dá aulas de literatura brasileira até a sua aposentadoria, em 1963. Depois do golpe militar, amparado por seu grande prestígio intelectual, escreve artigos semanais para a "Folha de S.Paulo" e para o "Jornal do Brasil".

Alceu Amoroso Lima também foi um crítico implacável dos movimentos de esquerda que surgiram no Brasil nos anos 60, como forma de combater a ditadura. No começo da década de 50, morou na França e nos Estados Unidos. Tristão de Athayde também participou, como representante brasileiro, do Concílio Vaticano 2º, sendo profundamente influenciado por suas decisões e pelas mudanças implementadas na Igreja Católica pelo papa João 23.

Autor de 80 livros, Alceu Amoroso Lima foi reitor da Universidade do Distrito Federal, membro do Conselho Nacional de Educação e um dos fundadores do Movimento Democrata-Cristão da América Latina. Casado com Maria Tereza de Faria, com quem viveu durante 64 anos, Tristão de Athayde recebeu muitos prêmios no Brasil e no exterior.
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