1 2 3 4
Mostrando postagens com marcador Políticos Brasileiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Políticos Brasileiros. Mostrar todas as postagens

Miguel Arraes de Alencar


Político, advogado, governador de Pernambuco por três vezes, nasceu a 15 de dezembro de 1916, no município Araripe, Ceará, onde freqüentou os primeiros anos de escola.

Em 1932, concluiu o curso secundário no Colégio Diocesano, no Crato, também Estado do Ceará, e em seguida mudou-se para o Recife, com o propósito de continuar os estudos e seguir uma carreira profissional.

“Naquela época, diria depois, nunca me passou pela cabeça ser governador dos pernambucanos”.

Ao chegar no Recife, o jovem Miguel Arraes presta concurso público e torna-se, em 1933, funcionário do Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Em 1937, conclui o curso superior na Faculdade de Direito do Recife e continua sua carreira de servidor público.
Foi graças a essa sua passagem pelo IAA que Arraes se tornaria político. Ali, ele conheceu Barbosa Lima Sobrinho, que chegou a ser presidente do Instituto e, em 1943, o nomeou Delegado Regional do IAA em Pernambuco.

Miguel Arraes iniciou a carreira política em 1948, ocupando o cargo de secretário estadual da Fazenda, a convite do então governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho.

A primeira eleição ele disputou em 1950, elegendo-se suplente e assumindo o mandato de deputado estadual. Em 1958 conquista novamente uma vaga na Assembléia Legislativa de Pernambuco.

Em 1963, quando governador, com o líder do governo na Câmara Municipal de Riacho das Almas, José Magno Sobrinho, e o prefeito Noé Hipólito.

Em 1959, foi secretário da Fazenda no governo Cid Sampaio e eleito prefeito do Recife, lançado pela chamada “Frente do Recife”.

Em 1962, Miguel Arraes (PST) é eleito pela primeira vez governador de Pernambuco, com 47,98% dos votos, derrotando os candidatos João Cleofas (UDN) e Armando Monteiro (PSD).

No seu governo (que não chegaria a concluir), Arraes desencadeou um programa de caráter “nacional e popular”, com ações voltadas sobretudo para os trabalhadores rurais.

A 01 de abril de 1964, Miguel Arraes é deposto pelo golpe militar, saindo do Palácio do Governo, no Recife, direto para a prisão.

A deposição de Miguel Arraes, como as demais intervenções dos militares golpista no País, foi um espetáculo cinematogáfico. Fortemente armadas, tropas militares cercaram o Palácio do Governo e, inicialmente, tentaram fazer com que o governador renunciasse.

Arraes não obedeceu, sob a alegação de que a renúncia seria uma traição ao povo que o elegera (“prefiro ir pra cadeia a trair o povo”), e ali mesmo recebeu voz de prisão, tendo em seguida perdido todos os seus direitos políticos.

O dia primeiro de abril de 1964 foi uma quarta-feira e o governador Miguel Arraes acordou sob a mira de canhões colocados no Cais do Apolo e na Rua da Aurora, apontando para o Palácio do Governo.

Um grupo de estudantes organizava, no centro do Recife, uma passeata em defesa da legalidade e era recebido à bala por tropas do Exército. Três pessoas foram mortas e várias feridas. A redação do jornal Última Hora foi fechada e os jornalistas presos.

À tarde, havia vários presos em todo o Estado. Quando Arraes deixou o Palácio, já era início da noite. Num fusca, ele foi levado para o Quartel de Socorro, em Jaboatão dos Guararapes, e em seguida foi conduzido para a ilha de Fernando de Noronha, onde permaneceu onze meses.

Passou ainda pelas prisões da Companhia da Guarda, do Corpo de Bombeiros, e da Fortaleza de Santa Cruz, esta no Rio de Janeiro, onde se encontrava a 25 de maio de 1965, quando foi libertado através de um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal e embarcou para a Argélia.

Depois de viver 14 anos no exílio, em 1979 Miguel Arraes é beneficiado pela anistia concedida pelo governo brasileiro a todos os banidos pelo movimento militar de 1964 e retorna ao Brasil.

Chega ao Recife a 16 de setembro, sendo recepcionado com um gigantesco comício no largo de Santo Amaro, ao qual compareceram cerca de 60 mil pessoas.

Retoma sua trajetória política filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e, em 1982, é eleito o deputado federal mais votado do Norte e Nordeste. Em 1986, ainda pelo PMDB, Miguel Arraes é eleito pela segunda vez governador de Pernambuco, conquistando 53,5% dos votos, derrotando José Múcio, do PFL.

Além de voltar ao Palácio das Princesas, Arraes elege os dois senadores (Mansueto de Lavor e Antônio Farias), impondo uma surpreendente derrota ao favorito Roberto Magalhães (PFL).

Em 1990, já pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), do qual foi fundador e presidente nacional, Arraes é eleito o deputado federal mais votado do Brasil Em 1994, é eleito pela terceira vez governador de Pernambuco, derrotando Gustavo Krause (PFL) por uma diferença de mais de 300 mil votos.

Em 1998, ainda no cargo de governador, Arraes decide disputar a reeleição contra Jarbas Vasconcelos (seu antigo aliado e agora candidato de uma aliança PMDB/PFL). Miguel Arraes fez toda a campanha criticando a política econômica do presidente Fernando Henrique Cardoso e perdeu a eleição para Jarbas por uma diferença de mais de 1 milhão de votos. Em 2002, mais uma vez elege-se deputado federal.

Miguel Arraes morreu a 13 de agosto de 2005, às 11h40m, no Hospital Esperança, Recife, onde estava internado desde 17 de junho, por conta de uma infecção pulmonar. Segundo boletim médico, a causa da morte foi “choque séptico causado por uma infecção respiratória agravada pela insuficiência renal que ele vinha apresentando.


Ao velório do ex-governador, no Palácio das Princesas, compareceram autoridades e políticos de todo o Brasil, entre os quais o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, vários ministros, o governador e o prefeito de São Paulo, deputados e senadores de vários Estados, além de artistas como o compositor Caetano Veloso.

Milhares de pessoas acompanharam o cortejo até o Cemitério de Santo Amaro, onde o corpo de Miguel Arraes foi sepultado.
Ler Mais

Osvaldo Euclides de Sousa Aranha


Político gaúcho nascido em Alegrete, considerado um dos arquitetos da Revolução (1930), com grande influência no primeiro governo de Getúlio Vargas. Iniciou-se na política como intendente de sua cidade natal e subchefe de polícia de Porto Alegre. Elegeu-se deputado federal (1927) e conduziu a negociação com a Junta Militar Governativa Provisória formada pelo Contra-Almirante Almir José Isaías de Noronha, o General Augusto Tasso Fragoso e o General João de Deus Mena Barreto, no Rio de Janeiro, para a entrega do governo a Vargas. Nomeado Ministro da Justiça e Negócios Interiores (1930), logo assumiu a pasta da Fazenda (1031) e depois foi nomeado embaixador em Washington (1934). Deixou a embaixada em protesto contra o Estado Novo (1937), mas retornou como ministro das Relações Exteriores (1938-1944). Chefiou a delegação brasileira na primeira Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU (1947), e defendeu a criação do Estado de Israel. Voltou ao Ministério da Fazenda (1953) e no governo Juscelino Kubitschek, retornou à ONU, chefiando a delegação brasileira. Morreu no Rio de Janeiro.
Ler Mais

Francisco de Paula Rodrigues Alves



Francisco de Paula Rodrigues Alves, foi o terceiro presidente civil e paulista seguido a ocupar o cargo de Presidente do Brasil. Graças ao governo esforçado de Campos Sales para reduzir os danos econômicos do país, Rodrigues Alves assumiu em melhores situações financeiras e dedicou seu governo a uma revitalização e modernização dos espaços públicos que passavam por situações de degradação.
O paulista, nascido na cidade de Guaratinguetá em 7 de julho de 1848, Francisco de Paula Rodrigues Alves era filho do português Domingos Rodrigues Alves com Isabel Perpétua Marins. Teve sua formação básica no Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro, em regime de internato e mais tarde formou-se em Letras na Academia do Largo de São Francisco na turma de 1870.

Voltando para Guaratinguetá exerceu as profissões de juiz de paz, promotor e advogado. Entrou então para a política e foi eleito vereador pela mesma cidade de Guaratinguetá. Tornou-se ainda um empresário do café de grande sucesso e enorme riqueza, a qual foi considerada a terceira maior fortuna do país. Morava em uma fazenda com 400 cômodos.

Logo foi eleito deputado provincial por São Paulo, representando o Partido Conservador. Exerceu dois mandatos, de 1872 a 1875 e também de 1878 a 1879. Em 1885 foi eleito deputado geral, ainda pelo Partido Conservador, permanecendo no posto até 1887, quando finalmente assumiu a presidência da província de São Paulo, até 1888. Neste ano sua ocupação foi como conselheiro do Império.

Nos dois últimos anos da Monarquia no Brasil, 1888 e 1889, voltou a ser deputado provincial. Já no início do período republicano tomou lugar na Assembléia Nacional Constituinte como deputado, onde permaneceu até 1891. Após a renúncia do presidente Deodoro da Fonseca, tornou-se ministro da Fazenda do presidente Floriano Peixoto entre 1891 e 1892, voltando ao cargo no governo de Prudente de Morais, entre 1895 e 1896. Daí seguiram-se dois mandatos como Senador do estado de São Paulo representando o Partido Republicano Paulista (PRP), tendo fim em 1900.

Em 1902 Rodrigues Alves foi eleito então Presidente da República, assumindo no dia 15 de novembro. Sua eleição foi fruto do acordo político chamado de Política dos Governadores elaborado e implantado pelo seu antecessor Campos Sales. Rodrigues Alves representava também o acordo estabelecido entre as oligarquias de Minas Gerais e São Paulo.

O governo de Prudente de Morais foi beneficiado pela recuperação econômica promovida por Campos Sales no mandato anterior. O ex-presidente trabalhou no momento mais difícil, no qual era preciso fazer alguns sacrifícios e esforços para colocar a economia nacional nos eixos. O resultado de seu empenho foi aproveitado por Rodrigues Alves, que desfrutando de mais dinheiro nos cofres públicos dedicou seu governo a recuperação dos espaços públicos que estavam em situações de calamidade. O dinheiro era proveniente dos capitais estrangeiros e do repentino estouro da borracha amazônica no mercado mundial.

As ações do presidente tiveram enfoque maior na então capital da República, Rio de Janeiro. Para a prefeitura da capital nomeou o engenheiro Pereira Passos, dando-o plenos poderes para promover uma modernização na cidade. Esta se deu através de ampliação do porto, alargamento de ruas e construção de avenidas. Além disso, regulamentaram-se novas posturas políticas, como a proibição do comércio ambulante.

Politicamente, no escopo interno, o presidente Rodrigues Alves combateu a primeira greve geral ocorrida na capital republicana, no dia 15 de agosto de 1903. Já externamente, foi em seu governo que o Tratado de Petrópolis foi assinado. Este definiu os limites entre Brasil e Bolívia e determinou que o território do Acre seria de possessão brasileira.

Embora não fosse interesse de Prudente de Morais, o Convênio de Taubaté foi concluído e aprovado em seu governo pelo Congresso Nacional. Através de tal convênio ficava estabelecido que o governo federal compraria o excedente da produção de café para valorizar o preço do produto no mercado mundial, o que satisfazia a vontade da oligarquia cafeeira.

No tocante social ocorreu a famosa Revolta da Vacina. O médico e cientista Osvaldo Cruz, que dirigira o Instituto Manguinhos, foi nomeado pelo presidente como diretor geral de Saúde Pública, com a responsabilidade de combater as epidemias presentes de peste bubônica e febre amarela. Em 1904 estabeleceu-se a obrigatoriedade da vacinação contra a varíola, representantes do governo iam até a casa das pessoas para cumprir o estabelecido. Inconformados e com pouco conhecimento sobre o assunto, a população se rebelou contra a vacinação tomando as ruas do Rio de Janeiro em protesto no dia 10 de fevereiro.

Após deixar a presidência, Prudente de Morais voltou a governar o estado de São Paulo entre 1912 e 1916. Entre 1916 e 1918 exerceu mais uma vez o cargo de Senador e foi eleito neste último ano Presidente da República. Entretanto, Prudente de Morais estava com a saúde debilitada e não teve condições de tomar posse, acabou falecendo no Rio de Janeiro no dia 16 de janeiro de 1919.

Hoje é considerado o presidente da República Velha que mais se preocupou com a população. Recebeu como homenagem seu nome empregado na cidade de Presidente Alves (SP).
Ler Mais
 
Biblioteca Aderbal Piragibe | Adaptação by Jane Mécia Oliveira ©2010 | Baseado no Template Oggi/Novo Blogger