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Alexandre, o Grande


Rei da Macedônia (356 a.C.-13/6/323 a.C.). Filho do rei Felipe II e da rainha Olímpia, nasce em Pela, antiga capital da Macedônia, região no norte da Grécia. Sob a influência do filósofo Aristóteles, seu preceptor dos 13 aos 16 anos, passa a apreciar filosofia, medicina e ciências. Enquanto Felipe II está fora em uma expedição bélica, Alexandre lidera uma expedição à atual Bulgária, vence os bárbaros locais e erige sua primeira cidade, Alexandrópolis.

Pela façanha, torna-se general do Exército do pai com 16 anos. Assume o trono aos 20 anos, após o assassinato de Felipe. Nos 13 anos de reinado, Alexandre, também conhecido como Magno (do latim grande), cria o império mais extenso até então. Domina a Grécia, a Palestina e o Egito, anexa a Pérsia e a Mesopotâmia e chega à Índia. Organiza o Império Macedônico em nove reinos e funda mais de 70 cidades, várias com o nome de Alexandria, que servem para o intercâmbio comercial com China, Arábia, Índia e interior da África.

Dessas, a mais famosa é a localizada no delta do rio Nilo, no Egito. As conquistas de Alexandre propagam a cultura grega no Oriente. A criação da biblioteca de Alexandria, com 700 mil volumes, transforma a cidade em centro irradiador da cultura helenística. Alexandre casa-se com Roxana, com quem tem um filho, Alexandre Aegus. Morre aos 33 anos, de febre, na Babilônia.
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Alberto I


Alberto, que pertenceu à dinastia de Saxe-Coburgo-Gotha e foi sucessor do seu tio Leopoldo II (rei de 1865 a 1909), defendeu a neutralidade da Bélgica no início da Primeira Guerra Mundial e repudiou o ultimato alemão para que as tropas alemãs em marcha para a França pudessem atravessar território belga. Na qualidade de comandante-chefe do exército do seu país, colocou-se no conflito ao lado dos aliados, apesar de a Alemanha ocupar praticamente todo o território. Regressou a Bruxelas em 1918, personificando a resistência e a vitória do povo belga. Seu filho Leopoldo III sucedeu-lhe no trono em 1934.
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Afonso XIII


Nasceu em Madrid a 17 de Maio de 1886, já órfão de pai e numa época em que a Monarquia em Espanha, à semelhança do que sucedia em Portugal, vivia sob uma constante e cada vez maior ameaça republicana que punha em causa a continuidade do regime monárquico. Afonso XIII, incapaz de contrariar esta tendência, depois de ter recebido o trono das mãos da regente, sua mãe, a rainha Maria Cristina de Habsburgo, viu-se destronado e forçado a partir para o exílio em 14 de Abril de 1931.
Durante o seu reinado as relações com Portugal depois de uma primeira fase em que foram amistosas e próximas, marcadas pelas suas visitas a Portugal em 1903 e 1909, retribuídas pela presença do rei D. Carlos em Espanha em Dezembro de 1902 e Março de 1906, esfriaram depois da implantação da República, em 5 de Outubro de 1910, no nosso País. Surgiu, então, o espectro da anexação de Portugal a Espanha sob o ceptro de Afonso XIII, alimentado pelas incursões monárquicas de Paiva Couceiro de 1911 e 1912 e pela eclosão da 1ª Guerra Mundial (1914-18) dadas as boas relações existentes entre a casa real espanhola e as monarquias dos impérios centrais. Isso, porém, não impediu que Afonso XIII recebesse, em 1917, o presidente português, Bernardino Machado, quando este passou por Espanha na sua viagem para França para visitar as tropas portuguesas aí estacionadas.

Morreu em Roma, a 28 de Fevereiro de 1941.
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Bhumibol Adulyadej


Sua Majestade Bhumibol Adulyadej é o nono rei da dinastia Chakri (iniciada em 1782) e o rei de maior reinado da história da Tailândia. Nascido no Estados Unidos em 1927 (onde seu pai, Príncipe Mahidol, estudava medicina na Universidade de Harvard), estudou em Bangkok e na Suíça. O Rei Bhumibol era o sobrinho de Rama VII (Rei Prajadhipok, 1925-35) assim como o irmão mais novo de Rama VIII (Rei Ananda Mahidol). Seu nome inteiro, incluindo o título real, é Phrabaatsomdet Boramintaramahaphumiponadunyadet (sem brincadeira).

Sua Majestade ascendeu ao trono em 1946 após a morte de Rama VIII, o qual teve um reinado de apenas um ano e uma morte que nunca foi esclarecida e até hoje não se comenta. Ele subiu ao trono ainda muito jovem, com 19 anos, e teve que enfrentar um período em que a realeza perdia seu poder em relação à população. Isso fez com que ele adotasse uma diferente postura em relação à nação. Passou então a criar e apoiar diversos projetos sociais e a atuar em função de um país melhor. Isso aos poucos foi melhorando a imagem da família real, chegando à adoração que se vê hoje.

Um compositor de jazz e saxofonista, o Rei Bhumibol escreveu a “antena real” (a música que acompanha as fotos da família real antes de cada filme exibidos nos cinemas de todo o país). Ele é fluente em inglês, francês, alemão e tai. Até alguns anos atrás ele era visto comumente em seu Rolls Royce passeando por alguns distritos de Bangkok, hoje, entretanto, com a saúde cada vez mais debilitada, suas aparições são raras.

O rei tem seu próprio conselho privado, composto de 14 conselheiros reais que assessoram o rei em assuntos formais. Presidente do conselho privado serve como regente interino até que um novo rei seja noemado.

O rei e a Reinha Sirikit têm 4 filhos: Princesa Ubol Ratana (nascida em 1951), Príncipe Maha Vajiralongkorn (1952), Princesa Mahachakri Sirindhorn (1955) e Princesa Chulabhorn (1957). Segundo as leis reais o filho mais velho do rei é o primeiro da linha de sucessão, o que tornou o Principe Maha Vajiralongkorn o príncipe coroado aos 20 anos de idade, em 1972. Caso ele não esteja em condições de subir ao torno, por alguma doença ou morte, o próximo na linha é a princesa mais velha (Ubol Ratana).

A Princesa Ubol Ratana casou como americano Peter Jensen em 1972 contra os desejos da realeza, o que resultou na perda de seu título real, o qual foi devolvido anos mais tarde. O príncipe mais velho casou-se 2 vezes, sendo a mais recente com uma ex-atriz tailandesa. Seu filho, Príncipe Jathavachara é o mais velho homem na nova geração Chakri.

O sistema político da Tailândia é oficialmente classificado como uma monarquia constitucional, mas a constituição tai estipula que o rei seja reverenciado po r todos e não seja exposto a nenhum tipo de acusação ou ação. De toda forma, a grande maioria dos cidadãos tailandeses tem a figura do Rei Bhumibol como um semideus e naturalmente zelam por sua reputação, parte em defesa das tradições, mas especialmente devido ao seu envolvimento em grandes obras públicas e sociais

No entanto, nem a constituição nem o alto nível real proíbe os tailandeses de comentar sobre a realeza em particular. Por exemplo, a maioria dos tais são a favor que a Princesa Sirindhorn – responsavel por diversas obras sociais - suceda o trono do país, porém ninguém diz isso publicamente ou deixa este sentimento popular escapar para a imprensa tailandesa.

Há ainda a profecia de que a dinastia Chakri irá acabar com o Rama IX (o atual), porém o quadro político recente parece dizer o contrário, mostrando que o rei segue forte e tem mais poder do que se imaginava, sendo o verdadeiro líder do país. O que parece mostrar que as profecias estam equivocadas.

Em 2006 a Tailândia comemorou os 60 anos de reinado do rei, o que faz dele o monarca vivo com o maior reinado do mundo e também o maior reinado na história da Tailândia.
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