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Abdul Hamid II


Abd-ul-Hamid II (1842-1918) foi o 35º Sultão Otomano, actual Turquia e sucessor de seu irmão Murat V em 1876.

Foi o segundo filho de Abd-ul-Medjid. Foi chamado ao poder em 31 de Agosto de 1876.

Após um conturbado reinado, em que se destacam como principais episódios a guerra com a Sérvia em 1876, a Guerra Russo-Turca de 1877 a 1878, os morticínios da Arménia entre 1895e 1896, a Guerra Greco-Turca de 1897, a declaração de independência da Bulgária e a consumação do domínio político sobre a Bósnia em 1908, teve que abdicar em 1909 em favor do seu irmão Reshid Effendi (Maomet V).

Não foi possível impedir a guerra. Os turcos bateram-se com coragem, mas, tanto na parte da Europa como na Ásia, as forças russas tomaram as praças Otomanas, e, quando chegaram á entrada de Constantinopla, houve que pedir a paz. A Rússia pretendeu impor ao vencido o tratado de San-Stefano (3 de Março), mas houve que submeter o tratado ás deliberações de um congresso europeu. Esta assembleia reuniu-se em Berlim 13 de Junho de 1878 e das suas deliberações saiu, em 13 de Julho, o Tratado de Berlim, que consagrou um verdadeiro desmembramento do Império Turco. Nos anos seguintes, a situação da Turquia foi sempre piorando. Rebentaram tumultos por toda a parte: em Creta, em nome do helenismo; (povo grego) na Macedónia, onde gregos e búlgaros rivalizavam em influencia; na Turquia Asiática onde os arménios foram massacrados metodicamente pelas autoridades, com a cumplicidade de próprio Sultão em 1895 – 1895.

Abd-ul-Hamid foi deposto por uma revolução feita pelos «jovens turcos», à mão armada, em 1910, e encerrado num palácio em Salónica.

Ficou conhecido como O Sultão Vermelho por mandar exterminar cerca de 400 mil armênios entre 1894 e 1898, nos chamados massacres hamidiano, que foram os antecessores do Genocídio armênio. Sua barbaridade só foi superada pelos Jovens Turcos ao pôr em prática o plano para exterminar todos os armênios da Turquia.


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre
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Herbert Henry Asquith


Herbert Henry Asquith, 1º Conde de Oxford e Asquith, KG, PC (12 de Setembro de 1852 – 15 de Fevereiro de 1928) foi um primeiro-ministro liberal do Reino Unido entre 1908 e 1916.

Asquith era filho de um fabricante de roupas de Yorkshire. Foi educado em Londres e em Balliol College, Oxford, onde começou a mostrar a sua liderança, tornando-se líder da União de Oxford. Casou-se em 1877, com Helen Kelsall Melland, filha de um médico de Manchester. Com ela, teve 5 filhos, Raymond, Herbert , Arthur Melland Asquith, Violet e Cyril Asquith. Violet e Cyril chegaram à nobreza por seus próprios méritos, sendo que Cyril chegou a ser membro da Casa dos Lordes. Helen Kelsall Melland faleceu em 1891, por causa da febre tifóide.

Contraiu segundas núpcias com Margot Tennant, filha de Sir Charles Clow Tennant, com quem teve dois filhos: Elizabeth (logo Princesa Antoine Bibesco) e o diretor de cinema Anthony Asquith. Sua descendência mais famosa chega aos nossos dias pela atriz Helena Bonham Carter, neta de Violet. Seu bisneto, Dominic Anthony Gerard Asquith, é hoje o embaixador britânico no Iraque.

De 1876 até a década de 1880, ganhou a vida advogando. Destaca-se como pacifista, mas sem abdicar do imperialismo britânico.

Foi eleito para o Parlamento em 1886, por East Fife, na Escócia. Fez parte do Gabinete de William Ewart Gladstone. Durante dez anos, os conservadores ficaram no comando do Governo e os liberais somente voltariam a ter maioria no Parlamento sob a liderança de Henry Campbell-Bannerman. Neste gabinete, foi chamado a ser o "Chancellor of the Excheque" (Ministro das Finanças), em 1906. Com a saída de Campbell-Bammerman, é convidado pelo rei Eduardo VII a formar um novo gabinete.
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Kofi Annan


Kofi Annan, cidadão do Gana, é o sétimo Secretário-Geral das Nações Unidas. Tendo sido o primeiro Secretário-Geral eleito dentre os funcionários das Nações Unidas, iniciou o seu mandato a 1 de Janeiro de 1997. A 29 de Junho de 2001, por recomendação do Conselho de Segurança, a Assembleia Geral elegeu-o por aclamação para um segundo mandato, que terá início a 1 de Janeiro de 2002 e terminará a 31 de Dezembro de 2006.

As prioridades de Kofi Annan como Secretário-Geral têm sido revitalizar as Nações Unidas, graças a um vasto programa de reforma; reforçar o trabalho que a Organização leva tradicionalmente a cabo em prol do desenvolvimento e da paz e da segurança internacionais; incentivar e promover os direitos humanos, o estado de direito e os valores universais da igualdade, da tolerância e da dignidade humana consagrados na Carta das Nações Unidas; e ainda restabelecer a confiança da opinião pública na Organização, chegando a novos parceiros e, como já disse, "tornando as Nações Unidas mais próximas das pessoas."

Kofi Annan nasceu em Kumasi, no Gana, a 8 de Abril de 1938. Estudou na Universidade de Ciência e Tecnologia de Kumasi, no Gana, e completou o seu Bacharelato em Economia no Macalester College, em St. Paul, Minnesota (EUA), em 1961. De 1961 a 1962, terminou a sua licenciatura em Economia no Institut universitaire des hautes études internationales, em Genebra. Em 1971-1972, como bolsista da Fundação Sloan no Massachusetts Institute of Technology, obteve um Mestrado em Gestão.

Kofi Annan começou a trabalhar para o sistema das Nações Unidas em 1962, como funcionário de administração e orçamento da Organização Mundial de Saúde em Genebra. Desde então, prestou serviço na Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, em Adis Abeba; na Força de Emergência das Nações Unidas (UNEF II) em Ismailia; e no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, em Genebra. Na Sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque, ocupou os cargos de Subsecretário-Geral para a Gestão dos Recursos Humanos e Coordenador para as Medidas de Segurança do Sistema das Nações Unidas (1987-1990) e, posteriormente, de Subsecretário-Geral para Planeamento de Programas, Orçamento e Finanças e de Controlador (1990-1992).

Em 1990, no continuidade da invasão do Kuweit pelo Iraque, Kofi Annan foi encarregado pelo Secretário-Geral de facilitar o repatriamento de mais de 900 funcionários internacionais e a libertação de reféns ocidentais no Iraque. Em seguida, dirigiu a primeira equipe das Nações Unidas encarregada de negociar com o Iraque a venda de petróleo destinada a financiar compras no âmbito da ajuda humanitária.

Antes de ser nomeado Secretário-Geral, Kofi Annan ocupou igualmente os cargos de Subsecretário-Geral para as Operações de Manutenção da Paz (Março de 1992 – Fevereiro de 1993) e, mais tarde, de Secretário-Geral Adjunto para as Operações de Manutenção da Paz (Março de 1993 – Dezembro de 1996). Durante o período em que desempenhou as funções de Secretário-Geral Adjunto, as operações de manutenção da paz das Nações Unidas conheceram uma expansão sem precedentes; em 1995, atingiram um recorde com cerca de 70.000 militares e civis, em 77 países.

De Novembro de 1995 a Março de 1996, depois de o Acordo de Dayton ter posto fim à guerra na Bósnia e Herzegovina, Kofi Annan ocupou o cargo de Representante Especial do Secretário-Geral para a ex-Jugoslávia e supervisionou a transição da Força de Protecção das Nações Unidas (UNPROFOR) para a Força Multinacional de Implementação (IFOR), dirigida pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

A primeira grande iniciativa de Kofi Annan como Secretário-Geral foi o seu programa de reforma, intitulado "Renovar as Nações Unidas", que foi apresentado aos Estados Membros, em Julho de 1997. Este programa, que continua a ser aplicado ainda hoje, põe a tônica numa maior coerência e numa melhor coordenação no funcionamento das Nações Unidas. O relatório intitulado "As Causas dos Conflitos e a Promoção de uma Paz Duradoura e de um Desenvolvimento Sustentável na África", apresentado ao Conselho de Segurança em Abril de 1998, inscreveu-se no quadro dos esforços feitos por Kofi Annan para reforçar o compromisso da comunidade internacional para com a África, uma das regiões mais desfavorecidas do mundo.

Kofi Annan usou os seus bons ofícios, em diversas situações, para tentar resolver crises políticas, notadamente para convencer o Iraque a cumprir as resoluções do Conselho de Segurança; para facilitar a transição para um regime civil na Nigéria; e para encontrar uma solução para as diferenças entre a Líbia e o Conselho de Segurança relacionado com o atentado perpetrado em Lockerbie, em 1988. Desenvolveu ainda esforços diplomáticos, em 1999, para forjar uma resposta internacional à violência no Timor Leste; desenvolveu também esforços para certificar a retirada de Israel do Líbano, em Setembro de 2000 e, mais tarde, na seqüência da nova explosão de violência de Setembro de 2000, para incentivar os Israelitas e os Palestinos a resolverem as suas diferenças por meio de negociações pacíficas, com base nas Resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança e no princípio de "terra em troca de paz".

Procurou, igualmente, melhorar a condição das mulheres no Secretariado e fortalecer os laços com a sociedade civil, o setor privado e outras entidades cujas atividades completam as do sistema das Nações Unidas. Em particular, apelou a um "Pacto Global" que envolvesse os líderes da comunidade empresarial bem como organizações laborais e da sociedade civil, tendo em vista permitir que todas as pessoas do mundo partilhem os benefícios da globalização e enraizar no mercado global os valores e práticas que são fundamentais para satisfazer as necessidades socio-econômicas.

Em Abril de 2000, publicou um Relatório do Milênio, intitulado "Nós, os Povos: O Papel das Nações Unidas no Século XXI", em que exorta os Estados Membros a renovarem o seu compromisso em relação a um plano de ação destinado a acabar com a pobreza e a desigualdade, a melhorar a educação, a reduzir o HIV/AIDS (VIH/SIDA), a salvaguardar o ambiente e a proteger as pessoas de conflitos letais e da violência. O Relatório constituiu a base da Declaração do Milênio, aprovada por Chefes de Estado e de Governo na Cúpula do Milênio, que se realizou em Setembro de 2000, na Sede da ONU.

Em Abril de 2001, o Secretário-Geral divulgou um "Apelo à Ação", com cinco pontos, tendo em vista vencer a epidemia do HIV/AIDS (VIH/SIDA) – que classificou de "prioridade pessoal" – e propôs a criação de um Fundo Mundial para a AIDS (SIDA) e a Saúde, que deverá ser o mecanismo a ser utilizado para alguns dos gastos adicionais necessários para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentarem a crise.

A 10 de Dezembro de 2001, o Secretário-Geral e as Nações Unidas receberam o Prêmio Nobel da Paz. Ao conceder-lhe o Prêmio, o Comitê Nobel disse que Kofi Annan "se distinguiu por dar uma nova vida à Organização". Ao conceder o Prêmio à Organização mundial, o Comitê disse querer "proclamar que a única via para a paz e a cooperação mundiais são as negociações através das Nações Unidas".

Kofi Annan fala fluentemente inglês, francês e diversas línguas africanas. É casado com Nane Annan, cidadã sueca, jurista e que também se dedica às artes. Nane Annan tem estado profundamente empenhada em acompanhar o trabalho das Nações Unidas, em campo. O HIV/AIDS (VIH/SIDA) e a educação das mulheres são duas áreas às quais tem dedicado particular atenção. Também escreveu um livro para crianças sobre as Nações Unidas. Kofi e Nane Annan têm três filhos.
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António José de Almeida


Nasceu em Vale da Vinha, concelho de Penacova, em 1866, e contava 25 anos quando se deflagrou a revolta do Porto. Formou-se em Medicina. Orador de uma eloquência fascinadora, possuia a alma de um romântico caudilho. Preparava-se para o professorado na Universidade, mas o seu ímpeto, o fulgor da sua palavra, o irrequietismo de combatente, não foram propícios para a carreira em que decerto se notabilizaria.
Em 23 de Março de 1890 publicou no jornal académico "O Ultimatum", o artigo Bragança, o último que produziu enorme eco no país, sendo o autor processado. Defendeu-o o Doutor Manuel de Arriaga mas foi condenado a três meses de prisão o que espalhou o seu nome, até aí apenas conhecido entre os condiscípulos. Publicou então, o livro Desafronta e Palavras de um intransigente.
Quando terminou o curso partiu para S. Tomé. Ali exerceu clínica, notabilizando-se no tratamento das doenças dos países quentes, adquirindo alguns meios de fortuna.
No funeral de Rafael Bordalo Pinheiro, conquistou as admirações pela brilhante e ousada oração que pronunciou. Tornou-se um dos mais queridos chefes da republicanos, cercou-o verdadeira aura popular. Combateu em comícios ao lado de Afonso Costa, Alexandre Braga, Bernardino Machado, Manuel de Arriaga e outros célebres oradores do movimento democrático. Foi eleito deputado do seu partido em 1906.
Tomou parte na conspiração contra a ditadura de João Franco sendo enclausurado quando dos acontecimentos de Janeiro de 1908. Posto em liberdade, continuou a sua propaganda nas páginas dum panfleto, Alma Nacional, e no livro A Monarquia Nova.
Proclamada a República, foi escolhido para a pasta do Interior no Governo Provisório. Fundou o jornal "República", em cujas páginas combateu veemente os processos do governo, contrários à sua maneira de sentir.
Depois da revolução de Sidónio Pais, deflagrada a 5 de Dezembro de 1918, e da revolta monárquica de Monsanto, a 19 de janeiro de 1919, António José de Almeida foi eleito para a presidência da República, em 6 de Agosto, cargo que assumiu até 5 de Outubro de 1923.
Sofrendo de gota durante grande parte da sua vida, foi-se gradualmente afastando da política. Faleceu na madrugada de 31 de Outubro de 1929. O seu funeral desencadeou uma grande manifestação de pesar, no qual tomaram parte individualidades de todos os partidos políticos.
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Friedrich Adler


Friedrich Adler (9 de julho de 1879, Viena - 2 de janeiro de 1960, Zurique) foi um político austríaco.

Era filho de Victor Adler, o fundador da social-democracia na Áustria.Em 1897 se afiliou ao partido Social Democrata da Áustria e em 1907 foi editor da magazine Der Kampf. Foi também o líder da ala esquerda socialista que se colocou contra à política favorável ao esforço bélico do Partido Social-Democrata durante a Primeira Guerra Mundial. Em forma de protesto contra o Estado de exceção que foi decretado em 1916, no dia 21 de outubro do mesmo ano, no restaurante do hotel Meißl und Schadn disparou três vezes contra o primeiro-ministro da Áustria, o Conde Karl von Stürgkh, matando-o. Foi condenado à morte, pena que foi porém, atenuada para apenas 18 anos de prisão. Finalmente, foi anistiado em novembro de 1918.

Como líder dos social-democratas, combateu a influência dos comunistas dentro do movimento operário austríaco no final da Primeira Guerra Mundial. A partir de 1923 foi secretário da Internacional Socialista dos Trabalhadores (organização sucessora da Segunda Internacional, com sede em Zurique). Em 1940 mudou-se para os Estados Unidos mas voltou para a Europa em 1946.
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